Por reaproximação com Lula, Alcolumbre atuou por neutralidade da federação União-PP em estados-chave

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) Ricardo Stuckert / PR Antes do encontro que selou, na última semana, a retomada das relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o senador ajudou a construir a neutralidade da federação União Brasil-Progressistas (PP) tanto no cenário nacional quanto em estados-chave. A atuação de Alcolumbre também foi decisiva para afastar partidos do centrão em importantes colégios eleitorais do PL de Flávio Bolsonaro. A articulação do presidente do Senado pode ajudar a enfraquer palanques que dificultavam a posição eleitoral de Lula. Um novo encontro entre os dois deve ocorrer nos próximos dias. LEIA TAMBÉM: Com o fim das convenções, Lula e Flávio Bolsonaro definem palanques nos oito maiores colégios eleitorais União Brasil decide ficar neutro na disputa presidencial nas Eleições 2026 Progressistas adota neutralidade, e Tereza Cristina não será vice de Flávio Bolsonaro No Rio de Janeiro, por exemplo, reduto eleitoral da família Bolsonaro. A posição neutra era importante para Eduardo Paes (PSD), que disputa o governo do estado, mas também para Lula, por enfraquecer o palanque de Flavio Bolsonaro. A neutralidade veio depois de uma longa reunião entre integrantes da campanha de Paes, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, Alcolumbre, que participou por telefone, e nomes fortes do PP. Em Minas, a federação Uniao Brasil-PP optou por apoiar o atual governador, Mateus Simões (PSD) e deixar o PL de Flávio Bolsonaro sozinho. Um dos maiores colégios eleitorais do país, São Paulo é o que dá situação mais confortável a Flávio Bolsonaro (PL), pelo desempenho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, nas pesquisas ao governo estado. Em outros, até mesmo quando coligados ao PL, candidatos ao governo evitam mostrar Flávio como candidato ao Palácio do Planalto. A relação entre Lula e Alcolumbre, rompida desde a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), começou a ser reconstruída a partir dos interesses de palanques do PT. Nos planos de Alcolumbre, a reeleição ao comando do Senado move a tentativa de se reaproximar de Lula, à frente nas pesquisas, mesmo que por pequena margem. Para os partidos do centrão, a neutralidade também ajuda na eleição de bancadas maiores para Câmara e Senado.

Ago 10, 2026 - 08:00
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Por reaproximação com Lula, Alcolumbre atuou por neutralidade da federação União-PP em estados-chave

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) Ricardo Stuckert / PR Antes do encontro que selou, na última semana, a retomada das relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o senador ajudou a construir a neutralidade da federação União Brasil-Progressistas (PP) tanto no cenário nacional quanto em estados-chave. A atuação de Alcolumbre também foi decisiva para afastar partidos do centrão em importantes colégios eleitorais do PL de Flávio Bolsonaro. A articulação do presidente do Senado pode ajudar a enfraquer palanques que dificultavam a posição eleitoral de Lula. Um novo encontro entre os dois deve ocorrer nos próximos dias. LEIA TAMBÉM: Com o fim das convenções, Lula e Flávio Bolsonaro definem palanques nos oito maiores colégios eleitorais União Brasil decide ficar neutro na disputa presidencial nas Eleições 2026 Progressistas adota neutralidade, e Tereza Cristina não será vice de Flávio Bolsonaro No Rio de Janeiro, por exemplo, reduto eleitoral da família Bolsonaro. A posição neutra era importante para Eduardo Paes (PSD), que disputa o governo do estado, mas também para Lula, por enfraquecer o palanque de Flavio Bolsonaro. A neutralidade veio depois de uma longa reunião entre integrantes da campanha de Paes, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, Alcolumbre, que participou por telefone, e nomes fortes do PP. Em Minas, a federação Uniao Brasil-PP optou por apoiar o atual governador, Mateus Simões (PSD) e deixar o PL de Flávio Bolsonaro sozinho. Um dos maiores colégios eleitorais do país, São Paulo é o que dá situação mais confortável a Flávio Bolsonaro (PL), pelo desempenho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, nas pesquisas ao governo estado. Em outros, até mesmo quando coligados ao PL, candidatos ao governo evitam mostrar Flávio como candidato ao Palácio do Planalto. A relação entre Lula e Alcolumbre, rompida desde a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), começou a ser reconstruída a partir dos interesses de palanques do PT. Nos planos de Alcolumbre, a reeleição ao comando do Senado move a tentativa de se reaproximar de Lula, à frente nas pesquisas, mesmo que por pequena margem. Para os partidos do centrão, a neutralidade também ajuda na eleição de bancadas maiores para Câmara e Senado.

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