Reunião teve 'boa vontade' e abriu espaço para medidas estruturais, diz Haddad após encontro com Motta e Alcolumbre
Para ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a reunião, na noite desta quarta-feira (28), com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abriu espaço para debate de medidas estruturais que corrijam rumo das contas públicas no médio e longo prazo. Ao blog, Haddad afirmou nesta quinta-feira (29) que “houve troca de informações sobre a realidade fiscal e política”, com “boa vontade para voltar a falar de propostas mais estruturais com efeito de médio e longo prazos”. Haddad diz que explicou alta do IOF para Motta e Alcolumbre Durante a reunião, o Ministério da Fazenda apresentou a situação do avanço dos gastos obrigatórios e como um corte de gastos na casa dos R$ 50 bilhões poderia paralisar o governo. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, chegou a mencionar um shutdown, ou seja, falta de recursos para rodar gastos básicos do governo. Os parlamentares pediram para a Fazenda apresentar nos próximos 10 dias uma alternativa ao aumento do Imposto sobre Operação Financeira (IOF). O ministério vai estudar alternativas para a alta do IOF, mas quer contar com o Congresso na agenda. Placa indica acessos ao Congresso Nacional Roque de Sá/Agência Senado Insatisfação do Congresso A reunião desta quarta ocorreu na residência oficial da Câmara, em meio a uma insatisfação do Congresso com o aumento do IOF e um crescente clima de derrubada da medida do governo pelos parlamentares. Uma reunião de líderes da Câmara, marcada para a manhã desta quinta, deve discutir o que os deputados pensam em fazer a respeito do decreto do IOF. Oposição e alguns parlamentares da base se articulam para derrubar a medida com um Projeto de Decreto Legislativo (PDL). Até agora, já foram apresentadas 22 propostas desse tipo: 20 na Câmara e 2 no Senado. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, se o Congresso pautar uma medida para derrubar o decreto do presidente sobre o IOF, ele será aprovado. Em pelo menos 25 anos, o Congresso Nacional nunca usou um PDL para derrubar um decreto presidencial. Trata-se de um instrumento bastante raro e tido como grande derrota para o governo.

Para ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a reunião, na noite desta quarta-feira (28), com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abriu espaço para debate de medidas estruturais que corrijam rumo das contas públicas no médio e longo prazo. Ao blog, Haddad afirmou nesta quinta-feira (29) que “houve troca de informações sobre a realidade fiscal e política”, com “boa vontade para voltar a falar de propostas mais estruturais com efeito de médio e longo prazos”. Haddad diz que explicou alta do IOF para Motta e Alcolumbre Durante a reunião, o Ministério da Fazenda apresentou a situação do avanço dos gastos obrigatórios e como um corte de gastos na casa dos R$ 50 bilhões poderia paralisar o governo. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, chegou a mencionar um shutdown, ou seja, falta de recursos para rodar gastos básicos do governo. Os parlamentares pediram para a Fazenda apresentar nos próximos 10 dias uma alternativa ao aumento do Imposto sobre Operação Financeira (IOF). O ministério vai estudar alternativas para a alta do IOF, mas quer contar com o Congresso na agenda. Placa indica acessos ao Congresso Nacional Roque de Sá/Agência Senado Insatisfação do Congresso A reunião desta quarta ocorreu na residência oficial da Câmara, em meio a uma insatisfação do Congresso com o aumento do IOF e um crescente clima de derrubada da medida do governo pelos parlamentares. Uma reunião de líderes da Câmara, marcada para a manhã desta quinta, deve discutir o que os deputados pensam em fazer a respeito do decreto do IOF. Oposição e alguns parlamentares da base se articulam para derrubar a medida com um Projeto de Decreto Legislativo (PDL). Até agora, já foram apresentadas 22 propostas desse tipo: 20 na Câmara e 2 no Senado. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, se o Congresso pautar uma medida para derrubar o decreto do presidente sobre o IOF, ele será aprovado. Em pelo menos 25 anos, o Congresso Nacional nunca usou um PDL para derrubar um decreto presidencial. Trata-se de um instrumento bastante raro e tido como grande derrota para o governo.
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