Trump diz que vai dobrar tarifas sobre o aço importado pelos EUA, de 25% para 50%
Trump no Salão Oval da Casa Branca em 19 de maio de 2025 REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (30) que planeja dobrar as tarifas sobre o aço importado pelo país, de 25% para 50%. A medida preocupa o mercado: se confirmada, poderá intensificar a pressão sobre os produtores globais da commodity. A afirmação de Trump também levanta temores de uma nova escalada na guerra comercial. Desde que iniciou sua ofensiva tarifária, os mercados têm vivido dias de instabilidade, com os principais índices globais chegando a derreter em meio às incertezas causadas pelo republicano. "Vamos impor um aumento de 25%. Vamos passar de 25% para 50% nas tarifas sobre o aço importado para os Estados Unidos, o que vai proteger ainda mais a indústria siderúrgica americana", disse Trump nesta sexta, em um comício na Pensilvânia. A cobrança de tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio nos EUA está em vigor desde 12 de março. As taxas passaram a valer um mês após assinatura de decreto por Donald Trump. A medida atingiu em cheio o setor siderúrgico de grandes parceiros comerciais dos EUA, como o Canadá e o México. O Brasil, que ocupa o posto de segundo maior fornecedor de aço do país, também foi impactado. Especialistas ouvidos pelo g1 destacaram como principal efeito da medida a diminuição das exportações para os norte-americanos. Além disso, o cenário traz desafios ainda maiores para o setor siderúrgico, que passa a ter que redirecionar suas vendas ou, no longo prazo, diminuir a produção. Para as empresas que têm fábricas instaladas no Brasil, os efeitos são diversos. De um lado, estão as companhias com maior atuação no mercado de exportação — e que podem sair prejudicadas, com queda no volume exportado. Do outro, estão aquelas cujo peso das exportações é menor, tendo o impacto suavizado. Nesses casos, os desafios ficam com a mudança do mercado interno, diante do possível aumento da oferta de produtos aqui no país — o que tende a baixar preços e reduzir as margens das companhias. Reportagem em atualização.

Trump no Salão Oval da Casa Branca em 19 de maio de 2025 REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (30) que planeja dobrar as tarifas sobre o aço importado pelo país, de 25% para 50%. A medida preocupa o mercado: se confirmada, poderá intensificar a pressão sobre os produtores globais da commodity. A afirmação de Trump também levanta temores de uma nova escalada na guerra comercial. Desde que iniciou sua ofensiva tarifária, os mercados têm vivido dias de instabilidade, com os principais índices globais chegando a derreter em meio às incertezas causadas pelo republicano. "Vamos impor um aumento de 25%. Vamos passar de 25% para 50% nas tarifas sobre o aço importado para os Estados Unidos, o que vai proteger ainda mais a indústria siderúrgica americana", disse Trump nesta sexta, em um comício na Pensilvânia. A cobrança de tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio nos EUA está em vigor desde 12 de março. As taxas passaram a valer um mês após assinatura de decreto por Donald Trump. A medida atingiu em cheio o setor siderúrgico de grandes parceiros comerciais dos EUA, como o Canadá e o México. O Brasil, que ocupa o posto de segundo maior fornecedor de aço do país, também foi impactado. Especialistas ouvidos pelo g1 destacaram como principal efeito da medida a diminuição das exportações para os norte-americanos. Além disso, o cenário traz desafios ainda maiores para o setor siderúrgico, que passa a ter que redirecionar suas vendas ou, no longo prazo, diminuir a produção. Para as empresas que têm fábricas instaladas no Brasil, os efeitos são diversos. De um lado, estão as companhias com maior atuação no mercado de exportação — e que podem sair prejudicadas, com queda no volume exportado. Do outro, estão aquelas cujo peso das exportações é menor, tendo o impacto suavizado. Nesses casos, os desafios ficam com a mudança do mercado interno, diante do possível aumento da oferta de produtos aqui no país — o que tende a baixar preços e reduzir as margens das companhias. Reportagem em atualização.
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