Bradesco tem lucro de R$ 6,8 bilhões no 1º trimestre, alta de 16% em um ano

Ilustração de logo do Bradesco. Reuters O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% na base trimestral, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira. A margem financeira líquida cresceu 8,3% na comparação anual, para quase R$ 10,4 bilhões, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio ficou em 15,8%, ante 14,4% um ano antes. Previsões de analistas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 6,7 bilhões e ROE de 15,6%. "Mesmo em cenário macro desafiador, gerimos bem os riscos e evoluímos. Seguiremos em frente, 'step by step'", disse o presidente-executivo do banco, Marcelo Noronha, em comunicado à imprensa sobre o balanço, acrescentando que o avanço ocorreu com cautela. "O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos, preservamos a qualidade dos nossos ativos, reforçamos o nosso balanço, aproveitamos as oportunidades que apareceram e aumentamos a nossa rentabilidade." Vídeos em alta no g1 Crédito A carteira de crédito do banco encerrou março em R$ 1,1 trilhão, alta de 8,4%, com expansão de 9,5% no portfólio de pessoas físicas e de 7,6% nas pessoas jurídicas. Nesse segmento, houve aumento de 3,3% nas grandes companhias e de 14,4% nas micro, pequenas e médias empresas. Na base trimestral, a carteira expandida ficou quase estável (+0,1%), com alta de 1,6% em pessoa física e queda de 1,1% em pessoa jurídica — recuo de 0,2% nas grandes empresas e de 2,3% nas MPMEs. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, ante 4,1% um ano antes e no quarto trimestre de 2025. Segundo o Bradesco, o resultado foi influenciado pelas operações de capital de giro com garantias, que têm dinâmica específica de recuperação e impactaram o indicador de MPMEs em 0,2 ponto percentual. No começo da semana, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, em resposta aos altos níveis de endividamento da população. O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, aumentou 26,5% na comparação anual e 9,5% no trimestre, para quase R$ 9,7 bilhões. O banco afirmou que o movimento refletiu casos pontuais no segmento de atacado e maior custo de crédito no varejo. No atacado, a PDD expandida somou R$ 800 milhões, ante R$ 300 milhões no trimestre anterior e R$ 200 milhões um ano antes. No varejo, a PDD expandida foi de R$ 8,8 bilhões, frente a R$ 8,5 bilhões no quarto trimestre de 2025 e R$ 7,4 bilhões um ano antes, impactada por "operações com programas emergenciais, dada sua dinâmica de provisionamento versus prazo de recebimento, crédito rural de safras mais antigas, redução das operações em estágio 3 e da carteira reestruturada". Na movimentação da carteira por estágios, o montante no estágio 1 somava R$ 715,7 bilhões, enquanto no estágio 2 totalizava R$ 40,0 bilhões e, no estágio 3, R$ 57,4 bilhões. No quarto trimestre, esses valores eram de R$ 712,4 bilhões, R$ 37,2 bilhões e R$ 59,4 bilhões, respectivamente. O banco manteve a previsão de crescimento da carteira de crédito expandida em 2026 entre 8,5% e 10,5%. Eficiência As receitas totais do banco atingiram R$ 36,9 bilhões, alta de 14% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. As receitas com prestação de serviços cresceram 6,2%, para R$ 10,4 bilhões. As despesas operacionais somaram R$ 16,2 bilhões, alta de 7,8% na comparação anual. O índice de eficiência ficou em 49,2%, ante 51,8% um ano antes. O resultado de seguros mostrou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 13% na comparação anual, com ROAE de 21,6%. Em fevereiro, o banco e a Bradesco Seguros anunciaram a criação da Bradsaúde, conglomerado formado a partir da consolidação das operações da Bradesco Saúde, Odontoprev e Atlântica Hospitais e Participações. "Estamos destravando valor no Bradesco. A Bradsaúde nasceu, é realidade, um passo histórico para a organização. Seu potencial em saúde é grande, e há também benefícios para o grupo", acrescentou Noronha. O Bradesco encerrou o primeiro trimestre com índice de Basileia de 17,4% e de capital principal de 12,7%. Os ativos totais somavam quase R$ 2,48 trilhões. Ao fim de março, o banco tinha 1.938 agências, além de 706 unidades de negócios e 1.723 postos de atendimento. Em dezembro, eram 2.009 agências, 724 unidades de negócios e 1.872 postos de atendimento.

Mai 6, 2026 - 21:00
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Bradesco tem lucro de R$ 6,8 bilhões no 1º trimestre, alta de 16% em um ano

Ilustração de logo do Bradesco. Reuters O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% na base trimestral, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira. A margem financeira líquida cresceu 8,3% na comparação anual, para quase R$ 10,4 bilhões, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio ficou em 15,8%, ante 14,4% um ano antes. Previsões de analistas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 6,7 bilhões e ROE de 15,6%. "Mesmo em cenário macro desafiador, gerimos bem os riscos e evoluímos. Seguiremos em frente, 'step by step'", disse o presidente-executivo do banco, Marcelo Noronha, em comunicado à imprensa sobre o balanço, acrescentando que o avanço ocorreu com cautela. "O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos, preservamos a qualidade dos nossos ativos, reforçamos o nosso balanço, aproveitamos as oportunidades que apareceram e aumentamos a nossa rentabilidade." Vídeos em alta no g1 Crédito A carteira de crédito do banco encerrou março em R$ 1,1 trilhão, alta de 8,4%, com expansão de 9,5% no portfólio de pessoas físicas e de 7,6% nas pessoas jurídicas. Nesse segmento, houve aumento de 3,3% nas grandes companhias e de 14,4% nas micro, pequenas e médias empresas. Na base trimestral, a carteira expandida ficou quase estável (+0,1%), com alta de 1,6% em pessoa física e queda de 1,1% em pessoa jurídica — recuo de 0,2% nas grandes empresas e de 2,3% nas MPMEs. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, ante 4,1% um ano antes e no quarto trimestre de 2025. Segundo o Bradesco, o resultado foi influenciado pelas operações de capital de giro com garantias, que têm dinâmica específica de recuperação e impactaram o indicador de MPMEs em 0,2 ponto percentual. No começo da semana, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, em resposta aos altos níveis de endividamento da população. O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, aumentou 26,5% na comparação anual e 9,5% no trimestre, para quase R$ 9,7 bilhões. O banco afirmou que o movimento refletiu casos pontuais no segmento de atacado e maior custo de crédito no varejo. No atacado, a PDD expandida somou R$ 800 milhões, ante R$ 300 milhões no trimestre anterior e R$ 200 milhões um ano antes. No varejo, a PDD expandida foi de R$ 8,8 bilhões, frente a R$ 8,5 bilhões no quarto trimestre de 2025 e R$ 7,4 bilhões um ano antes, impactada por "operações com programas emergenciais, dada sua dinâmica de provisionamento versus prazo de recebimento, crédito rural de safras mais antigas, redução das operações em estágio 3 e da carteira reestruturada". Na movimentação da carteira por estágios, o montante no estágio 1 somava R$ 715,7 bilhões, enquanto no estágio 2 totalizava R$ 40,0 bilhões e, no estágio 3, R$ 57,4 bilhões. No quarto trimestre, esses valores eram de R$ 712,4 bilhões, R$ 37,2 bilhões e R$ 59,4 bilhões, respectivamente. O banco manteve a previsão de crescimento da carteira de crédito expandida em 2026 entre 8,5% e 10,5%. Eficiência As receitas totais do banco atingiram R$ 36,9 bilhões, alta de 14% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. As receitas com prestação de serviços cresceram 6,2%, para R$ 10,4 bilhões. As despesas operacionais somaram R$ 16,2 bilhões, alta de 7,8% na comparação anual. O índice de eficiência ficou em 49,2%, ante 51,8% um ano antes. O resultado de seguros mostrou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 13% na comparação anual, com ROAE de 21,6%. Em fevereiro, o banco e a Bradesco Seguros anunciaram a criação da Bradsaúde, conglomerado formado a partir da consolidação das operações da Bradesco Saúde, Odontoprev e Atlântica Hospitais e Participações. "Estamos destravando valor no Bradesco. A Bradsaúde nasceu, é realidade, um passo histórico para a organização. Seu potencial em saúde é grande, e há também benefícios para o grupo", acrescentou Noronha. O Bradesco encerrou o primeiro trimestre com índice de Basileia de 17,4% e de capital principal de 12,7%. Os ativos totais somavam quase R$ 2,48 trilhões. Ao fim de março, o banco tinha 1.938 agências, além de 706 unidades de negócios e 1.723 postos de atendimento. Em dezembro, eram 2.009 agências, 724 unidades de negócios e 1.872 postos de atendimento.

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