Brasil emplaca quase 2 milhões de veículos novos em 2025, melhor resultado em 6 anos

Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo Roosevelt Cassio/Reuters Os brasileiros compraram 1.910.519 veículos novos em três trimestres de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O número inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O g1 contabiliza motos à parte e desconsidera implementos rodoviários. Este é o melhor resultado para desde a Covid-19, em 2019 - quando foram emplacados 2.029.464. Houve uma ligeira alta de 2,79% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram emplacados 1,8 milhão de veículos novos. O número representa um crescimento de 17,28% em relação a 2023, quando foram emplacados 1.629.075 veículos novos. Veja abaixo os resultados por segmento. AUTOMÓVEIS 1.411.116 emplacamentos durante o terceiro trimestre de 2025, aumento de 3,05% contra 2024. 178.548 emplacamentos em setembro, alta de 3,65% contra agosto; Comparado a setembro de 2024, houve alta de 4,02% (171.640 unidades) COMERCIAIS LEVES 396.322 emplacamentos durante o terceiro trimestre de 2025, aumento de 4% contra 2024. 52.822 emplacamentos em setembro, alta expressiva de 25,14% contra agosto; Comparado a setembro de 2024, houve alta de 3,40% (51.083 unidades) CAMINHÕES E ÔNIBUS 103.081 emplacamentos durante o terceiro trimestre de 2025, redução de 4,72% contra 2024. 11.895 emplacamentos em setembro, alta de 9,55% contra agosto; Comparado a setembro de 2024, houve queda de 12,54% (13.600 unidades) Juntando automóveis e comerciais leves, os principais segmentos em vendas, a alta foi de 3,26% no terceiro trimestre de 2025. Projeções para 2025 A projeção da Fenabrave sofreu uma pequena alteração com queda em automóveis e alta em motos, quando comparado com os números divulgados em julho, que é de um crescimento menor para 2025, marcado em 2,6%. Alcançando um total de 2.702.233 veículos vendidos. Automóveis e comerciais leves: alta de 5% para 3% (de 2.608.977 para 2.559.345); Caminhões: redução de 7% (de 127.593 para 113.552); Ônibus: alta de 6% (de 27.675 para 29.336); Motos: alta de 10% para 15% (de 2.063.493 para 2.157.288). A redução na projeção de crescimento para 2025 está relacionada com preocupações com os cenários internacional e nacional, além da queda nas vendas de caminhões. A entidade acredita que a economia gerada pelas novas normas de controle de emissões para motores a diesel, com o Euro 6, tem retardado o processo de renovação da frota. Segundo a economista Tereza Fernandez, responsável pelas projeções macroeconômicas da Fenabrave, o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos é o principal fator de preocupação. “Até o momento seguem as incertezas de que alíquotas de Donald Trump serão aplicadas efetivamente. Ele já está atrapalhando o mercado internacional e vai provocar uma diminuição no comércio internacional”, disse Fernandez. A mudança neste trimestre está voltada para a alta taxa de juros divuldada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 15% até o final do ano. Ela afeta tanto o consumidor de maior valor, mas especialmente o que busca os modelos mais econômicos. "Taxa de juros, infelizmente se a gente tivesse uma taxa menor, seria muito mais agressivo o crescimento e até ultrapassaria os 5%. A gente esperava um início da queda na taxa de juros para o fim do ano, mas o Copom apontou apenas para o ano que vem", revela Arcelio Junior, presidente da Fenabrave. "Carro sustentável depende muito do crédito e a taxa de juros para esse consumidor é muito essencial", complementa o executivo. *Artigo em produção. Novo Nissan Kicks: saiba o que há de bom e ruim no lançamento

Out 2, 2025 - 13:00
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Brasil emplaca quase 2 milhões de veículos novos em 2025, melhor resultado em 6 anos

Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo Roosevelt Cassio/Reuters Os brasileiros compraram 1.910.519 veículos novos em três trimestres de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O número inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O g1 contabiliza motos à parte e desconsidera implementos rodoviários. Este é o melhor resultado para desde a Covid-19, em 2019 - quando foram emplacados 2.029.464. Houve uma ligeira alta de 2,79% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram emplacados 1,8 milhão de veículos novos. O número representa um crescimento de 17,28% em relação a 2023, quando foram emplacados 1.629.075 veículos novos. Veja abaixo os resultados por segmento. AUTOMÓVEIS 1.411.116 emplacamentos durante o terceiro trimestre de 2025, aumento de 3,05% contra 2024. 178.548 emplacamentos em setembro, alta de 3,65% contra agosto; Comparado a setembro de 2024, houve alta de 4,02% (171.640 unidades) COMERCIAIS LEVES 396.322 emplacamentos durante o terceiro trimestre de 2025, aumento de 4% contra 2024. 52.822 emplacamentos em setembro, alta expressiva de 25,14% contra agosto; Comparado a setembro de 2024, houve alta de 3,40% (51.083 unidades) CAMINHÕES E ÔNIBUS 103.081 emplacamentos durante o terceiro trimestre de 2025, redução de 4,72% contra 2024. 11.895 emplacamentos em setembro, alta de 9,55% contra agosto; Comparado a setembro de 2024, houve queda de 12,54% (13.600 unidades) Juntando automóveis e comerciais leves, os principais segmentos em vendas, a alta foi de 3,26% no terceiro trimestre de 2025. Projeções para 2025 A projeção da Fenabrave sofreu uma pequena alteração com queda em automóveis e alta em motos, quando comparado com os números divulgados em julho, que é de um crescimento menor para 2025, marcado em 2,6%. Alcançando um total de 2.702.233 veículos vendidos. Automóveis e comerciais leves: alta de 5% para 3% (de 2.608.977 para 2.559.345); Caminhões: redução de 7% (de 127.593 para 113.552); Ônibus: alta de 6% (de 27.675 para 29.336); Motos: alta de 10% para 15% (de 2.063.493 para 2.157.288). A redução na projeção de crescimento para 2025 está relacionada com preocupações com os cenários internacional e nacional, além da queda nas vendas de caminhões. A entidade acredita que a economia gerada pelas novas normas de controle de emissões para motores a diesel, com o Euro 6, tem retardado o processo de renovação da frota. Segundo a economista Tereza Fernandez, responsável pelas projeções macroeconômicas da Fenabrave, o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos é o principal fator de preocupação. “Até o momento seguem as incertezas de que alíquotas de Donald Trump serão aplicadas efetivamente. Ele já está atrapalhando o mercado internacional e vai provocar uma diminuição no comércio internacional”, disse Fernandez. A mudança neste trimestre está voltada para a alta taxa de juros divuldada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 15% até o final do ano. Ela afeta tanto o consumidor de maior valor, mas especialmente o que busca os modelos mais econômicos. "Taxa de juros, infelizmente se a gente tivesse uma taxa menor, seria muito mais agressivo o crescimento e até ultrapassaria os 5%. A gente esperava um início da queda na taxa de juros para o fim do ano, mas o Copom apontou apenas para o ano que vem", revela Arcelio Junior, presidente da Fenabrave. "Carro sustentável depende muito do crédito e a taxa de juros para esse consumidor é muito essencial", complementa o executivo. *Artigo em produção. Novo Nissan Kicks: saiba o que há de bom e ruim no lançamento

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