Dólar abre em alta, com cenário eleitoral no Brasil e guerra no Oriente Médio no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (24) em alta, com um avanço de 0,06% perto das 9h, cotado a R$ 5,1468. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O cenário eleitoral brasileiro segue na mira dos investidores, após o primeiro debate presidencial ter acontecido na véspera sem a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois primeiros colocados nas pesquisas. Na sexta-feira (21), o Datafolha divulgou a intenção de voto separado por segmento, considerando cenários com e sem o candidato Pablo Marçal. DATAFOLHA: Veja intenção de voto no 1º turno Veja cenário com Pablo Marçal ▶️A relação entre Brasil e Estados Unidos também fica sob os holofotes, após Lula (PT) ter falado por telefone com o presidente americano, Donald Trump, na última sexta-feira. Lula afirmou que as tarifas americanas adotadas contra o produtos brasileiros são "infundadas". Trump, por sua vez, propôs uma nova rodada de reuniões entre as equipes técnicas, cujos detalhes devem ser definidos hoje. ▶️ No exterior, o conflito entre os EUA e o Irã continua no centro das atenções. A expectativa é que o governo americano anuncie nesta segunda-feira o novo pacote de sanções contra o país do Oriente Médio. Já o Irã ameaçou nesta segunda-feira os países que aderirem à pressão econômica do governo americano. À espera das sanções, os preços do petróleo operavam em queda nesta segunda-feira. O barril do Brent, referência internacional, caía 1,43% perto das 9h, cotado a US$ 93,04, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,11%, a US$ 85,22. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -1,44%; Acumulado do mês: +1,47%; Acumulado do ano: --6,27%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,45%; Acumulado do mês: -3,92%; Acumulado do ano: +6,14%. EUA devem anunciar novas sanções contra o Irã A guerra econômica anunciada contra o Irã pelo presidente americano, Donald Trump, na semana passada, deve ter novos capítulos nos próximos dias. A expectativa é que o governo americano anuncie novas sanções contra o país do Oriente Médio, no que devem ser o conjunto "mais duro de medidas já aplicado", segundo o secretário do Tesouro dos EUA. Na última semana, Trump, anunciou que intensificaria a pressão econômica sobre o Irã e ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." ???? O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, nesta segunda-feira (24), que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos EUA poderão enfrentar "consequências". Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, declarou: "As advertências necessárias definitivamente já foram apresentadas, porque qualquer cumplicidade com os Estados Unidos na execução de suas ações agressivas contra o Irã terá, sem dúvida, suas próprias consequências". No sábado (22), o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Ghalibaf, disse que o governo iraniano recebeu mensagens dos vizinhos falando sobre a criação de "novos acordos de segurança e cooperação econômica". Em um post na rede social X, Ghalibaf afirmou que as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou punir os países que sigam negociando com o Irã, foi a motivação do contato. "Recebemos inúmeras mensagens de países vizinhos sobre a formação de novos arranjos de segurança e cooperação econômica na região. Os Estados Unidos colocaram a segurança de cada um de seus aliados em um risco tão grande por meio de intimidação e total desrespeito aos seus interesses em prol de Israel, que eles brevemente viram toda a sua existência em risco", escreveu. Os novos capítulos da guerra no Oriente Médio voltam a levantar preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mu

Ago 24, 2026 - 10:00
 0  2
Dólar abre em alta, com cenário eleitoral no Brasil e guerra no Oriente Médio no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (24) em alta, com um avanço de 0,06% perto das 9h, cotado a R$ 5,1468. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O cenário eleitoral brasileiro segue na mira dos investidores, após o primeiro debate presidencial ter acontecido na véspera sem a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois primeiros colocados nas pesquisas. Na sexta-feira (21), o Datafolha divulgou a intenção de voto separado por segmento, considerando cenários com e sem o candidato Pablo Marçal. DATAFOLHA: Veja intenção de voto no 1º turno Veja cenário com Pablo Marçal ▶️A relação entre Brasil e Estados Unidos também fica sob os holofotes, após Lula (PT) ter falado por telefone com o presidente americano, Donald Trump, na última sexta-feira. Lula afirmou que as tarifas americanas adotadas contra o produtos brasileiros são "infundadas". Trump, por sua vez, propôs uma nova rodada de reuniões entre as equipes técnicas, cujos detalhes devem ser definidos hoje. ▶️ No exterior, o conflito entre os EUA e o Irã continua no centro das atenções. A expectativa é que o governo americano anuncie nesta segunda-feira o novo pacote de sanções contra o país do Oriente Médio. Já o Irã ameaçou nesta segunda-feira os países que aderirem à pressão econômica do governo americano. À espera das sanções, os preços do petróleo operavam em queda nesta segunda-feira. O barril do Brent, referência internacional, caía 1,43% perto das 9h, cotado a US$ 93,04, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,11%, a US$ 85,22. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -1,44%; Acumulado do mês: +1,47%; Acumulado do ano: --6,27%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,45%; Acumulado do mês: -3,92%; Acumulado do ano: +6,14%. EUA devem anunciar novas sanções contra o Irã A guerra econômica anunciada contra o Irã pelo presidente americano, Donald Trump, na semana passada, deve ter novos capítulos nos próximos dias. A expectativa é que o governo americano anuncie novas sanções contra o país do Oriente Médio, no que devem ser o conjunto "mais duro de medidas já aplicado", segundo o secretário do Tesouro dos EUA. Na última semana, Trump, anunciou que intensificaria a pressão econômica sobre o Irã e ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." ???? O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, nesta segunda-feira (24), que os países vizinhos que optarem por aderir à campanha de pressão econômica dos EUA poderão enfrentar "consequências". Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do ministério, Esmaeil Baqaei, declarou: "As advertências necessárias definitivamente já foram apresentadas, porque qualquer cumplicidade com os Estados Unidos na execução de suas ações agressivas contra o Irã terá, sem dúvida, suas próprias consequências". No sábado (22), o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Ghalibaf, disse que o governo iraniano recebeu mensagens dos vizinhos falando sobre a criação de "novos acordos de segurança e cooperação econômica". Em um post na rede social X, Ghalibaf afirmou que as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou punir os países que sigam negociando com o Irã, foi a motivação do contato. "Recebemos inúmeras mensagens de países vizinhos sobre a formação de novos arranjos de segurança e cooperação econômica na região. Os Estados Unidos colocaram a segurança de cada um de seus aliados em um risco tão grande por meio de intimidação e total desrespeito aos seus interesses em prol de Israel, que eles brevemente viram toda a sua existência em risco", escreveu. Os novos capítulos da guerra no Oriente Médio voltam a levantar preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Bolsas globais Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda nesta segunda-feira, uma vez que a oferta inesperada de ações pela Alibaba reacendeu as preocupações com os gastos com inteligência artificial e pesou sobre o setor de tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 1,21%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,59%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,89% e o Nikkei,, do Japão, teve queda de 0,74%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,88%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow