Dólar e Ibovespa caem com juros no Brasil e nos EUA no radar
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (16), com um recuo de 0,06%, cotado a R$ 5,1512. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,51%, aos 185.548 pontos. O destaque da sessão ficou com a Superquarta, dia em que os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidem as taxas de juros de seus respectivos países. O quadro político também fica no radar, após o julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, as atenções ficam com o Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado projeta que o colegiado decidirá pelo quinto corte seguido da Selic, de 14% para 13,75% ao ano. Caso o patamar se confirme, a taxa básica atingirá o menor patamar desde março de 2025. O anúncio do Banco Central acontecerá após o fechamento dos mercados. SUPERQUARTA: Entenda como as decisões de juros de hoje podem afetar seu bolso ▶️ Já para os EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta desde julho de 2023. Leia mais. Juros americanos mais altos costumam retirar recursos de países emergentes, como o Brasil, o que tende a pressionar a bolsa brasileira. A maior demanda por dólar também contribui para a valorização da moeda americana frente a outras divisas, como o real. ▶️ No cenário político, o foco ficou com a repercussão da crise no STF. Na sessão histórica que aconteceu na véspera para julgar o caso Moraes-Vorcaro trouxe, o plenário discutiu, pela primeira vez, sobre a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante da própria Corte. Marcado por embates, o julgamento terminou sem uma decisão. Veja em 10 pontos como foi a sessão. ▶️ No noticiário corporativo, os investidores continuaram a acompanhar as discussões sobre o futuro da IA, após executivos defenderem uma desaceleração no avanço da tecnologia para tornar os desenvolvimentos mais seguros. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,51%; Acumulado do mês: -0,55%; Acumulado do ano: -6,15%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,89%; Acumulado do mês: +4,58%; Acumulado do ano: +15,16%. Julgamento histórico no STF O Supremo Tribunal Federal (STF) teve na terça-feira (15) uma sessão histórica. Pela primeira vez, o plenário discutiu a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante da própria Corte. O julgamento, marcado por embates entre os ministros, terminou sem uma decisão. Um pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a análise antes mesmo de o STF entrar no mérito sobre a abertura ou não de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo um relatório da Polícia Federal, o ministro e o ex-banqueiro trocaram 52 mensagens entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na época, o Banco Master já era alvo de investigações. Nas mensagens, Vorcaro pede orientação jurídica, marca encontros com Moraes e ajuda para se proteger de investigações. INFOGRÁFICO: veja mensagens que Vorcaro mandou a número atribuído a Moraes antes de ser preso, segundo PF Após pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino, o STF interrompeu a sessão sem definir como julgará os casos de Moraes e Mendonça. Até o momento, o placar é de 4 a 3 pela análise separada das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução da relatoria do caso Master. De olho nos juros As decisões de juros do Banco Central (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, o IBGE indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. Já nos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta desde julho de 2023. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16), foi unânime e veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. ➡️ O movimento interrompe uma sequência de cinco reuniões consecutivas com juros inalterados. A alta foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações com a inflação. Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) afirmou que a atividade econômica americana continua se expandindo em r

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (16), com um recuo de 0,06%, cotado a R$ 5,1512. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,51%, aos 185.548 pontos. O destaque da sessão ficou com a Superquarta, dia em que os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidem as taxas de juros de seus respectivos países. O quadro político também fica no radar, após o julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, as atenções ficam com o Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado projeta que o colegiado decidirá pelo quinto corte seguido da Selic, de 14% para 13,75% ao ano. Caso o patamar se confirme, a taxa básica atingirá o menor patamar desde março de 2025. O anúncio do Banco Central acontecerá após o fechamento dos mercados. SUPERQUARTA: Entenda como as decisões de juros de hoje podem afetar seu bolso ▶️ Já para os EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta desde julho de 2023. Leia mais. Juros americanos mais altos costumam retirar recursos de países emergentes, como o Brasil, o que tende a pressionar a bolsa brasileira. A maior demanda por dólar também contribui para a valorização da moeda americana frente a outras divisas, como o real. ▶️ No cenário político, o foco ficou com a repercussão da crise no STF. Na sessão histórica que aconteceu na véspera para julgar o caso Moraes-Vorcaro trouxe, o plenário discutiu, pela primeira vez, sobre a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante da própria Corte. Marcado por embates, o julgamento terminou sem uma decisão. Veja em 10 pontos como foi a sessão. ▶️ No noticiário corporativo, os investidores continuaram a acompanhar as discussões sobre o futuro da IA, após executivos defenderem uma desaceleração no avanço da tecnologia para tornar os desenvolvimentos mais seguros. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,51%; Acumulado do mês: -0,55%; Acumulado do ano: -6,15%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,89%; Acumulado do mês: +4,58%; Acumulado do ano: +15,16%. Julgamento histórico no STF O Supremo Tribunal Federal (STF) teve na terça-feira (15) uma sessão histórica. Pela primeira vez, o plenário discutiu a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante da própria Corte. O julgamento, marcado por embates entre os ministros, terminou sem uma decisão. Um pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a análise antes mesmo de o STF entrar no mérito sobre a abertura ou não de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo um relatório da Polícia Federal, o ministro e o ex-banqueiro trocaram 52 mensagens entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na época, o Banco Master já era alvo de investigações. Nas mensagens, Vorcaro pede orientação jurídica, marca encontros com Moraes e ajuda para se proteger de investigações. INFOGRÁFICO: veja mensagens que Vorcaro mandou a número atribuído a Moraes antes de ser preso, segundo PF Após pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino, o STF interrompeu a sessão sem definir como julgará os casos de Moraes e Mendonça. Até o momento, o placar é de 4 a 3 pela análise separada das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução da relatoria do caso Master. De olho nos juros As decisões de juros do Banco Central (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, o IBGE indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. Já nos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta desde julho de 2023. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16), foi unânime e veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. ➡️ O movimento interrompe uma sequência de cinco reuniões consecutivas com juros inalterados. A alta foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações com a inflação. Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) afirmou que a atividade econômica americana continua se expandindo em ritmo sólido e que "os gastos domésticos têm se mostrado resilientes", apesar do cenário de incerteza elevada causado por "acontecimentos geopolíticos". Fed eleva juros dos EUA pela 1ª vez em mais de 3 anos, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano Para Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, a decisão não trouxe surpresa relevante no curto prazo, justamente por ter sido unânime e estar em linha com o que o mercado esperava. Na avaliação dele, o principal sinal está na projeção para os juros no fim de 2026, que subiu de 3,8% para 4,1%. "Comunicado veio hawkish [tom mais duro no combate à inflação], e o principal ponto, na minha visão, não é nem a alta em si, mas o fato do Fed elevar a projeção de juros para o fim de 2026 de 3,8% para 4,1%, sinalizando que pode haver mais uma alta ainda este ano", afirmou Bassani. Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital em Nova York, também considera que a decisão veio dentro do esperado. Para ele, a alta respondeu aos dados recentes de inflação e à volta do petróleo para acima de US$ 100 por barril, em um esforço do Fed para preservar sua credibilidade. "Diante dos dados de inflação da semana passada, que não foram suficientes para acalmar o mercado, e com o petróleo voltando a superar os US$ 100 por barril, o Fed optou por elevar as taxas em 25 bps a fim de preservar sua credibilidade", disse Flores. Para os próximos passos, os dois especialistas veem espaço para uma nova alta neste ano, embora Flores condicione esse cenário à evolução do conflito no Irã e dos preços do petróleo. Caso a cotação volte a níveis mais estáveis, entre US$ 70 e US$ 80 por barril, ele avalia que a inflação pode continuar convergindo para a meta de 2% e que o Fed pode manter os juros estáveis pelo restante do ano. Bassani, por sua vez, considera que a projeção de 4,1% para a taxa ao fim de 2026 indica uma nova alta de 0,25 ponto percentual em uma das duas reuniões restantes do ano, em outubro ou dezembro. Para ele, o mercado pode passar a incorporar esse cenário de forma mais consistente, com juros americanos mais altos no curto prazo. ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas americanas em nível elevado, aumenta a pressão para que a Selic permaneça alta por mais tempo, além de haver efeitos sobre o câmbio e os fluxos de investimentos entre os dois países. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices acionários operavam mistos nesta quarta-feira, à espera dos novos juros básicos dos EUA. O Dow Jones caiu 0,21%, enquanto o S&P 500 recuou 0,44% e o Nasdaq Composite teve perdas de 0,01%. Já na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, conforme investidores repercutiam novos dados econômicos e aguardavam a decisão de juros do Fed. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,5%, aos 637,09 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de 0,53%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 0,62% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,28%. Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam em alta, impulsionadas pelos setores de tecnologia. O avanço, no entanto, foi limitado, já que investidores também aguardavam a nova decisão de juros do Fed. O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,7%, assim como o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, que também teve ganhos de 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,19%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,69% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,37%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
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