Dólar e Ibovespa oscilam, com dados econômicos no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera com volatilidade nesta quinta-feira (13), e marcava uma queda de 0,04% perto das 10h20, cotado a R$ 5,1774. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também oscilava e marcava alta de 0,16% no mesmo horário, aos 167.751 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Na agenda econômica, o IBGE divulga uma nova estimativa da safra de grãos de 2026, com expectativa de produção de 347,4 milhões de toneladas, levemente acima de 2025. As vendas no varejo, que subiram 0,5% em junho na comparação mensal, também ficam no radar, assim como o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que segue em nível de pessimismo há 19 meses consecutivos . ▶️Entre os balanços corporativos do dia, destaque para a Americanas, que quase triplicou o prejuízo no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025, para R$ 274 milhões. Uma série de outros resultados também ficam no radar, como Cogna, Minerva, Ultrapar, Positivo, Rede D'Or, CVC, Azzas, Hapvida, Banco do Brasil, entre outros. ▶️No exterior, os EUA divulgam o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho, um indicador que mede a variação dos preços cobrados pelos produtores antes de os produtos chegarem ao consumidor. Os preços ao produtor nos Estados Unidos ficaram estáveis em julho com queda nos preços dos bens, embora um aumento no custo dos serviços sugira que a inflação pode permanecer elevada. O resultado é acompanhado de perto pelos mercados porque ajuda a avaliar a trajetória da inflação e pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros. ▶️ O Irã afirmou que continua controlando o Estreito de Ormuz, importante rota de transporte de petróleo do mundo, contrariando declarações dos Estados Unidos de que teriam controle sobre a região. A disputa reforça as tensões entre os dois países e mantém a atenção do mercado voltada para possíveis impactos no comércio internacional de petróleo e na segurança da navegação. Mesmo com o impasse, os preços do petróleo caíam nesta quinta-feira. Por volta das 10h20, o barril Brent, referência internacional, caía 2,06%, cotado a US$ 87,15. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,38%, a US$ 81,29 o barril. ▶️ A Agência Internacional de Energia (AIE) também revisou para baixo sua estimativa de consumo de petróleo, indicando que a atividade econômica mundial deve utilizar menos combustível do que o previsto anteriormente. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +1,88%; Acumulado do mês: +2,16%; Acumulado do ano: --5,64%. ????Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: -3,06%; Acumulado do mês: -6,05%; Acumulado do ano: +3,79%. EUA e Irã em impasse sobre o controle de Ormuz Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Nesta quinta-feira (13), o Irã voltou a contradizer o presidente americano, Donald Trump, ao afirmar que o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity, está sob seu controle. Na véspera, Trump havia escrito em sua rede social Truth Social que os EUA tinham "controle total" da hidrovia estratégica. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Nas últimas semanas, o regime iraniano também contrariou Trump em outras alegações do líder norte-americano, como quando negou ter pedido para os EUA cancelarem novos ataques contra o país e também quando negou estar em negociações com o rival. Na quarta, Trump reafirmou sua narrativa de que o Irã está dizimado e chamou o país de "valentão do Oriente Médio". Mais cedo, autoridade iraniana falou a agência que "não houve nenhum progresso" nas negociações entre os dois países. Trump falou ainda em "muro de aço" ao se referir ao bloqueio naval que os EUA mantêm na entrada de Ormuz a navios iranianos ou que comercializem em portos do Irã. Com as negociações para o fim da guerra sem avanço, no entanto, o tráfego em Ormuz voltou a ficar comprometido. Desde então, o Irã e o Omã se aproximaram de um acordo para administrar o fluxo de navios pela via marítima, que excluiria o acesso a navios dos EUA e de Israel. Bolsas globais Na Ásia, os mercados chineses recuaram nesta quinta-feira, puxados pelas perdas nas ações do setor de metais. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,5%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,56%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,16%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Ago 13, 2026 - 11:00
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Dólar e Ibovespa oscilam, com dados econômicos no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera com volatilidade nesta quinta-feira (13), e marcava uma queda de 0,04% perto das 10h20, cotado a R$ 5,1774. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também oscilava e marcava alta de 0,16% no mesmo horário, aos 167.751 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Na agenda econômica, o IBGE divulga uma nova estimativa da safra de grãos de 2026, com expectativa de produção de 347,4 milhões de toneladas, levemente acima de 2025. As vendas no varejo, que subiram 0,5% em junho na comparação mensal, também ficam no radar, assim como o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que segue em nível de pessimismo há 19 meses consecutivos . ▶️Entre os balanços corporativos do dia, destaque para a Americanas, que quase triplicou o prejuízo no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025, para R$ 274 milhões. Uma série de outros resultados também ficam no radar, como Cogna, Minerva, Ultrapar, Positivo, Rede D'Or, CVC, Azzas, Hapvida, Banco do Brasil, entre outros. ▶️No exterior, os EUA divulgam o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho, um indicador que mede a variação dos preços cobrados pelos produtores antes de os produtos chegarem ao consumidor. Os preços ao produtor nos Estados Unidos ficaram estáveis em julho com queda nos preços dos bens, embora um aumento no custo dos serviços sugira que a inflação pode permanecer elevada. O resultado é acompanhado de perto pelos mercados porque ajuda a avaliar a trajetória da inflação e pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros. ▶️ O Irã afirmou que continua controlando o Estreito de Ormuz, importante rota de transporte de petróleo do mundo, contrariando declarações dos Estados Unidos de que teriam controle sobre a região. A disputa reforça as tensões entre os dois países e mantém a atenção do mercado voltada para possíveis impactos no comércio internacional de petróleo e na segurança da navegação. Mesmo com o impasse, os preços do petróleo caíam nesta quinta-feira. Por volta das 10h20, o barril Brent, referência internacional, caía 2,06%, cotado a US$ 87,15. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,38%, a US$ 81,29 o barril. ▶️ A Agência Internacional de Energia (AIE) também revisou para baixo sua estimativa de consumo de petróleo, indicando que a atividade econômica mundial deve utilizar menos combustível do que o previsto anteriormente. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +1,88%; Acumulado do mês: +2,16%; Acumulado do ano: --5,64%. ????Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: -3,06%; Acumulado do mês: -6,05%; Acumulado do ano: +3,79%. EUA e Irã em impasse sobre o controle de Ormuz Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Nesta quinta-feira (13), o Irã voltou a contradizer o presidente americano, Donald Trump, ao afirmar que o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity, está sob seu controle. Na véspera, Trump havia escrito em sua rede social Truth Social que os EUA tinham "controle total" da hidrovia estratégica. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Nas últimas semanas, o regime iraniano também contrariou Trump em outras alegações do líder norte-americano, como quando negou ter pedido para os EUA cancelarem novos ataques contra o país e também quando negou estar em negociações com o rival. Na quarta, Trump reafirmou sua narrativa de que o Irã está dizimado e chamou o país de "valentão do Oriente Médio". Mais cedo, autoridade iraniana falou a agência que "não houve nenhum progresso" nas negociações entre os dois países. Trump falou ainda em "muro de aço" ao se referir ao bloqueio naval que os EUA mantêm na entrada de Ormuz a navios iranianos ou que comercializem em portos do Irã. Com as negociações para o fim da guerra sem avanço, no entanto, o tráfego em Ormuz voltou a ficar comprometido. Desde então, o Irã e o Omã se aproximaram de um acordo para administrar o fluxo de navios pela via marítima, que excluiria o acesso a navios dos EUA e de Israel. Bolsas globais Na Ásia, os mercados chineses recuaram nesta quinta-feira, puxados pelas perdas nas ações do setor de metais. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,5%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,56%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,16%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

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