Dólar inverte e passa a cair, de olho em petróleo e dados de atividade nos EUA; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto no início da sessão e passou a operar em queda nesta terça-feira (18), com um recuo de 0,11% perto das 11h30, cotado a R$ 5,1947. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,35% no mesmo horário, aos 167.360 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A nova escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltam a colocar o petróleo no centro das atenções. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra com as condições do acordo provisório. As exigências incluem o fim do bloqueio marítimo e das sanções, bem como a liberação de ativos congelados. Em meio às tensões, os preços do petróleo ficam no radar. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,06% perto das 11h30, cotado a US$ 90,92, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,46%, a US$ 84,89. ▶️ Na agenda de indicadores, investidores avaliam uma série de novos dados da economia americana. Entre os destaques, estão a variação semanal de empregos do relatório ADP e indicadores de indústria, construção e preços de exportação. ▶️ No Brasil, o mercado segue atento ao varejo brasileiro. No domingo, a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial, fazendo com que investidores olhassem com cuidado para o setor. O ambiente de cautela ocorre enquanto investidores estrangeiros retiram recursos da bolsa brasileira, pressionando os preços dos ativos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,36%; Acumulado do mês: +2,58%; Acumulado do ano: --5,25%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -3,06%; Acumulado do mês: -6,05%; Acumulado do ano: +3,79%. De olho no ambiente corporativo O mercado também segue atento para os sinais de fraqueza do varejo brasileiro. Na noite de domingo (16), a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. ????A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas. As notícias voltam a colocar o varejo brasileiro na mira dos investidores, em meio a preocupações sobre o que o fraco desempenho representa para a economia. Ormuz continua fechado A nova escalada das tensões entre EUA e Irã também volta a ficar no foco. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano, Mahammmad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do comércio global antes da guerra, continuará fechado até que Washington cumpra com as condições do acordo provisório. Entre as exigências, estão o fim do bloqueio marítimo e das sanções, bem como a liberação dos ativos iranianos congelados. Já na véspera, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o governo do pais tente interferir no controle do Estreito de Ormuz. As notícias são da rede de TV Fox News. "Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total", disse Trump em entrevista à Fox, de acordo com a rede de TV. ➡️ Omã é um dos aliados mais antigos dos Estados Unidos no Oriente Médio e vem intermediando as negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra na região. O país também é um dos que margeiam o Estreito de Ormuz, junto de Irã e Arábia Saudita. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? As tensões voltam a levantar preocupações com o Estreito de Ormuz e seus efeitos na inflação e na oferta de energia e petróleo pelo mundo. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda, pressionadas pelos papéis do setor de tecnologia, enquanto expectativas cada vez menores de um acordo de paz no Oriente Médio sustentavam os preços do petróleo. Perto das 11h30, o Dow Jones tinha queda de 0,03%, enquanto o S&P 500 caía 0,51% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,05%. Na Europa, as bolsas da região operavam mistas. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, caía 0,60% e o CAC-40, da França, perdia 0,60%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,39%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam praticamente estáveis, com a queda nos papéis do setor de inteligência artificial e de tecnologia sendo compensada pelos ganhos das ações de energia, em meio às tensões no Oriente Médio. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,3%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 0,2%. Entre os demais índices

Ago 18, 2026 - 12:00
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Dólar inverte e passa a cair, de olho em petróleo e dados de atividade nos EUA; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto no início da sessão e passou a operar em queda nesta terça-feira (18), com um recuo de 0,11% perto das 11h30, cotado a R$ 5,1947. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,35% no mesmo horário, aos 167.360 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A nova escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltam a colocar o petróleo no centro das atenções. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra com as condições do acordo provisório. As exigências incluem o fim do bloqueio marítimo e das sanções, bem como a liberação de ativos congelados. Em meio às tensões, os preços do petróleo ficam no radar. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,06% perto das 11h30, cotado a US$ 90,92, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,46%, a US$ 84,89. ▶️ Na agenda de indicadores, investidores avaliam uma série de novos dados da economia americana. Entre os destaques, estão a variação semanal de empregos do relatório ADP e indicadores de indústria, construção e preços de exportação. ▶️ No Brasil, o mercado segue atento ao varejo brasileiro. No domingo, a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial, fazendo com que investidores olhassem com cuidado para o setor. O ambiente de cautela ocorre enquanto investidores estrangeiros retiram recursos da bolsa brasileira, pressionando os preços dos ativos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,36%; Acumulado do mês: +2,58%; Acumulado do ano: --5,25%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -3,06%; Acumulado do mês: -6,05%; Acumulado do ano: +3,79%. De olho no ambiente corporativo O mercado também segue atento para os sinais de fraqueza do varejo brasileiro. Na noite de domingo (16), a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. ????A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas. As notícias voltam a colocar o varejo brasileiro na mira dos investidores, em meio a preocupações sobre o que o fraco desempenho representa para a economia. Ormuz continua fechado A nova escalada das tensões entre EUA e Irã também volta a ficar no foco. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano, Mahammmad Baqer Qalibaf, afirmou que o Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do comércio global antes da guerra, continuará fechado até que Washington cumpra com as condições do acordo provisório. Entre as exigências, estão o fim do bloqueio marítimo e das sanções, bem como a liberação dos ativos iranianos congelados. Já na véspera, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Omã caso o governo do pais tente interferir no controle do Estreito de Ormuz. As notícias são da rede de TV Fox News. "Se Omã se meter, vamos bombardeá-los com força total", disse Trump em entrevista à Fox, de acordo com a rede de TV. ➡️ Omã é um dos aliados mais antigos dos Estados Unidos no Oriente Médio e vem intermediando as negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra na região. O país também é um dos que margeiam o Estreito de Ormuz, junto de Irã e Arábia Saudita. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? As tensões voltam a levantar preocupações com o Estreito de Ormuz e seus efeitos na inflação e na oferta de energia e petróleo pelo mundo. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda, pressionadas pelos papéis do setor de tecnologia, enquanto expectativas cada vez menores de um acordo de paz no Oriente Médio sustentavam os preços do petróleo. Perto das 11h30, o Dow Jones tinha queda de 0,03%, enquanto o S&P 500 caía 0,51% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,05%. Na Europa, as bolsas da região operavam mistas. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, caía 0,60% e o CAC-40, da França, perdia 0,60%. Já o FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,39%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam praticamente estáveis, com a queda nos papéis do setor de inteligência artificial e de tecnologia sendo compensada pelos ganhos das ações de energia, em meio às tensões no Oriente Médio. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,3%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 0,2%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,07% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 2,54%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,55%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters

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