Dólar opera em alta, à espera de decisões de juros e de olho no petróleo; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal visto na primeira hora do pregão e passou a operar em alta nesta segunda-feira (3), com um avanço de 0,15% perto das 11h30, cotado a R$ 5,0774. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,45% no mesmo horário, aos 177.200 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O petróleo volta a ficar na mira dos investidores nesta segunda-feira, após o presidente americano, Donald Trump, cancelar novos ataques contra o Irã no final de semana e sinalizar que uma nova rodada de negociações para um acordo de paz pode acontecer em breve. O Irã, no entanto, negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques, contrariando o presidente americano. Ainda assim, as falas de Trump trouxeram mais otimismo para o mercado e se refletiam nos preços do petróleo. Perto das 11h30, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 5,19%, cotado a US$ 83,37. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 6,42% no mesmo horário, a US$ 79,23 o barril. ▶️ Além disso, balanços corporativos também seguem na mira dos investidores. No Brasil, são esperadas diversas divulgações de resultados nesta semana, com destaque para Itaú, Bradesco, Gerdau, GPA, CSN e Petrobras. ▶️ Ainda por aqui, a agenda também deve trazer a nova decisão de juros do Banco Central. Com reunião prevista para terça e quarta-feira desta semana, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), para 14%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,22%; Acumulado do mês: -1,81%; Acumulado do ano: -7,64%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,27%; Acumulado do mês: +3,45%; Acumulado do ano: +10,45%. Maior otimismo com o petróleo As mais recentes falas de Trump sobre a guerra no Oriente Médio voltaram a influenciar o mercado internacional de petróleo. No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz. "Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social. "Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto. No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump. Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano. Ainda assim, a sinalização de que uma nova rodada de negociações pode acontecer em breve e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram um maior otimismo ao mercado, fazendo cair os preços do petróleo. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em alta nesta segunda-feira, em meio às expectativa de redução nas tensões no Oriente Médio. Perto das 11h30, o Dow Jones subia 1,20% e o S&P 500 avançava 1,03%, enquanto o Nasdaq Composite tinha ganhos de 1,44%. O tom mais positivo também alcançava a Europa, onde a maioria dos índices tinha ganho na sessão. O DAX, da Alemanha, subia 1,73% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, tinha alta de 1,50% e o Ibex 35, da Espanha, ganhava 0,95%. Na contramão, o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,02%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta segunda-feira (3), de olho em resultados corporativos mornos e após o Japão e os EUA realizarem uma intervenção coordenada de compra de ienes, em uma tentativa de conter a desvalorização da moeda japonesa. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,98%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,48% e o Nikkei, do Japão, caiu 0,94%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,12%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar REUTERS/Lee Jae-Won

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal visto na primeira hora do pregão e passou a operar em alta nesta segunda-feira (3), com um avanço de 0,15% perto das 11h30, cotado a R$ 5,0774. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,45% no mesmo horário, aos 177.200 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O petróleo volta a ficar na mira dos investidores nesta segunda-feira, após o presidente americano, Donald Trump, cancelar novos ataques contra o Irã no final de semana e sinalizar que uma nova rodada de negociações para um acordo de paz pode acontecer em breve. O Irã, no entanto, negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques, contrariando o presidente americano. Ainda assim, as falas de Trump trouxeram mais otimismo para o mercado e se refletiam nos preços do petróleo. Perto das 11h30, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 5,19%, cotado a US$ 83,37. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 6,42% no mesmo horário, a US$ 79,23 o barril. ▶️ Além disso, balanços corporativos também seguem na mira dos investidores. No Brasil, são esperadas diversas divulgações de resultados nesta semana, com destaque para Itaú, Bradesco, Gerdau, GPA, CSN e Petrobras. ▶️ Ainda por aqui, a agenda também deve trazer a nova decisão de juros do Banco Central. Com reunião prevista para terça e quarta-feira desta semana, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), para 14%. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,22%; Acumulado do mês: -1,81%; Acumulado do ano: -7,64%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,27%; Acumulado do mês: +3,45%; Acumulado do ano: +10,45%. Maior otimismo com o petróleo As mais recentes falas de Trump sobre a guerra no Oriente Médio voltaram a influenciar o mercado internacional de petróleo. No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz. "Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos", afirmou Trump em uma publicação no Truth Social. "Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO", completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto. No Oriente Médio, no entanto, Irã negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques aos EUA, contradizendo Trump. Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump "não passava de uma nova mentira" e que as Forças Armadas iranianas estavam "em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade", em referência a qualquer novo ataque norte-americano. Ainda assim, a sinalização de que uma nova rodada de negociações pode acontecer em breve e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram um maior otimismo ao mercado, fazendo cair os preços do petróleo. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em alta nesta segunda-feira, em meio às expectativa de redução nas tensões no Oriente Médio. Perto das 11h30, o Dow Jones subia 1,20% e o S&P 500 avançava 1,03%, enquanto o Nasdaq Composite tinha ganhos de 1,44%. O tom mais positivo também alcançava a Europa, onde a maioria dos índices tinha ganho na sessão. O DAX, da Alemanha, subia 1,73% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, tinha alta de 1,50% e o Ibex 35, da Espanha, ganhava 0,95%. Na contramão, o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,02%. Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta segunda-feira (3), de olho em resultados corporativos mornos e após o Japão e os EUA realizarem uma intervenção coordenada de compra de ienes, em uma tentativa de conter a desvalorização da moeda japonesa. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,98%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,48% e o Nikkei, do Japão, caiu 0,94%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,12%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar REUTERS/Lee Jae-Won
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