Dólar opera em alta, com foco em política brasileira e preços do petróleo no exterior; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta sexta-feira (18), com um avanço de 0,43% perto das 11h50, cotado a R$ 5,1608. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,77% no mesmo horário, aos 184.557 pontos. No cenário doméstico, investidores seguem avaliando eventuais impactos fiscais do reajuste do Bolsa Família, anunciado na véspera. O cenário político também segue no radar, assim como a divulgação de novos dados econômicos. No exterior, a queda dos preços do petróleo fica no centro das atenções. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O governo federal anunciou, na véspera, um reajuste de 15% no Bolsa Família. A notícia foi recebida com ressalvas por economistas, que viram a medida como eleitoreira e alertaram para possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos. O governo também informou que novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias estão em análise. QUANTO VOU RECEBER? Veja perguntas e respostas ▶️ Já no exterior, os preços do petróleo oscilamnesta sexta-feira. Nesta semana, a Arábia Saudita teria se oferecido para enviar volumes adicionais da commodity por meio do Omã, o que ajudou a amenizar preocupações sobre uma possível interrupção do abastecimento. Perto das 11h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,07%, cotado a US$ 104,89. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,32%, a US$ 103,26 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,27%; Acumulado do mês: -0,79%; Acumulado do ano: -6,38%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,65%; Acumulado do mês: +4,83%; Acumulado do ano: +15,43%. Aumento do Bolsa Família Com o aumento, o benefício médio passará dos atuais R$ 675 para R$ 777. O reajuste valerá para os pagamentos que começam em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano. Para 2027, o impacto estimado nas despesas chega a R$ 22,7 bilhões. Desde que foi relançado pelo governo Lula, em março de 2023, o Bolsa Família não passava por reajustes. Anunciada em meio à corrida eleitoral, a decisão representa, segundo a equipe econômica, a reposição da inflação acumulada entre o início do governo e agosto deste ano. A equipe econômica de Lula nega que o reajuste tenha relação com as eleições de 2026. A medida deve beneficiar 19,3 milhões de famílias. "Creio que não [tem relação com as eleições]. Ficou claro que foi feito pelo esforço de cadastro. Precisávamos da clareza que temos espaço fiscal disponível. Identificamos e viemos dar a tranquilidade para o presidente que tínhamos capacidade [de reajustar]", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Apoiadores de Flávio já anunciaram que vão acionar a Justiça Eleitoral contra o reajuste. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta sexta-feira, conforme investidores monitoram os preços do petróleo e a alta de rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano). Perto das 11h50, o Dow Jones caía 0,47%, o S&P 500 tinha perdas de 0,20% e o Nasdaq Composite recuava 0,06%. Na Europa, os mercados também operavam em queda generalizada. O DAX, da Alemanha, caía 1,42% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, perdia 1,48% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 1,36%. Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta sexta-feira, conforme investidores seguem em compasso de espera pela reunião entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, prevista para a próxima semana. A notícia de que o Banco do Japão elevou a taxa básica de juros do país também ficou no radar. O SSEC, índice de Xangai, ganhou 0,94%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,06%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,60%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,38% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 2,66%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta sexta-feira (18), com um avanço de 0,43% perto das 11h50, cotado a R$ 5,1608. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,77% no mesmo horário, aos 184.557 pontos. No cenário doméstico, investidores seguem avaliando eventuais impactos fiscais do reajuste do Bolsa Família, anunciado na véspera. O cenário político também segue no radar, assim como a divulgação de novos dados econômicos. No exterior, a queda dos preços do petróleo fica no centro das atenções. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O governo federal anunciou, na véspera, um reajuste de 15% no Bolsa Família. A notícia foi recebida com ressalvas por economistas, que viram a medida como eleitoreira e alertaram para possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos. O governo também informou que novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias estão em análise. QUANTO VOU RECEBER? Veja perguntas e respostas ▶️ Já no exterior, os preços do petróleo oscilamnesta sexta-feira. Nesta semana, a Arábia Saudita teria se oferecido para enviar volumes adicionais da commodity por meio do Omã, o que ajudou a amenizar preocupações sobre uma possível interrupção do abastecimento. Perto das 11h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,07%, cotado a US$ 104,89. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,32%, a US$ 103,26 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,27%; Acumulado do mês: -0,79%; Acumulado do ano: -6,38%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,65%; Acumulado do mês: +4,83%; Acumulado do ano: +15,43%. Aumento do Bolsa Família Com o aumento, o benefício médio passará dos atuais R$ 675 para R$ 777. O reajuste valerá para os pagamentos que começam em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano. Para 2027, o impacto estimado nas despesas chega a R$ 22,7 bilhões. Desde que foi relançado pelo governo Lula, em março de 2023, o Bolsa Família não passava por reajustes. Anunciada em meio à corrida eleitoral, a decisão representa, segundo a equipe econômica, a reposição da inflação acumulada entre o início do governo e agosto deste ano. A equipe econômica de Lula nega que o reajuste tenha relação com as eleições de 2026. A medida deve beneficiar 19,3 milhões de famílias. "Creio que não [tem relação com as eleições]. Ficou claro que foi feito pelo esforço de cadastro. Precisávamos da clareza que temos espaço fiscal disponível. Identificamos e viemos dar a tranquilidade para o presidente que tínhamos capacidade [de reajustar]", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Apoiadores de Flávio já anunciaram que vão acionar a Justiça Eleitoral contra o reajuste. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta sexta-feira, conforme investidores monitoram os preços do petróleo e a alta de rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano). Perto das 11h50, o Dow Jones caía 0,47%, o S&P 500 tinha perdas de 0,20% e o Nasdaq Composite recuava 0,06%. Na Europa, os mercados também operavam em queda generalizada. O DAX, da Alemanha, caía 1,42% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, perdia 1,48% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 1,36%. Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta sexta-feira, conforme investidores seguem em compasso de espera pela reunião entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, prevista para a próxima semana. A notícia de que o Banco do Japão elevou a taxa básica de juros do país também ficou no radar. O SSEC, índice de Xangai, ganhou 0,94%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,06%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,60%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,38% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 2,66%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters
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