Dólar opera em alta, de olho negociações EUA-Irã e cenário eleitoral no Brasil; Ibovespa sobe
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta terça-feira (22), com um avanço de 0,02% perto das 15h50, cotado a R$ 5,1093. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inverteu o sinal negativo visto pela manhã e subia 0,26% no mesmo horário, aos 187.083 pontos. O destaque da sessão fica com a ata da última reunião de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Investidores também acompanham a queda nos preços do petróleo, em meio às negociações entre os Estados Unidos e o Irã, e o quadro eleitoral. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A ata da última reunião do Copom fica no centro das atenções nesta terça-feira. No documento, o Banco Central (BC) reconheceu a desaceleração da atividade econômica, do crédito e da inflação, mas ponderou os riscos fiscais e a incerteza quanto ao cenário internacional. No último boletim Focus, divulgado ontem, a projeção dos economistas é que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano. ▶️ O discurso de Lula na ONU também fica no radar. As falas acontecem em meio a um momento delicado entre Brasil e Estados Unidos, que continuam sem avanço nas negociações das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. ▶️ Investidores continuam a monitorar a queda nos preços do petróleo. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país. Perto das 15h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,98%, cotado a US$ 99,36. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,75%, a US$ 95,06 o barril. ▶️Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,70%; Acumulado do mês: -1,38%; Acumulado do ano: -6,93%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +0,74%; Acumulado do mês: +5,17%; Acumulado do ano: +15,81%. Lula na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. "Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?", afirmou Lula. Segundo o presidente, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. "Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu. A fala de Lula ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As relações entre os dois países estão atravessadas pelo cenário eleitoral, em meio à reta final da eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro. Lula disputa a Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, em maio, foi recebido por Trump na Casa Branca durante uma viagem aos Estados Unidos. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve. No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não". A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio. Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias. No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio. A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity. Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta terça-feira (22), com um avanço de 0,02% perto das 15h50, cotado a R$ 5,1093. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inverteu o sinal negativo visto pela manhã e subia 0,26% no mesmo horário, aos 187.083 pontos. O destaque da sessão fica com a ata da última reunião de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Investidores também acompanham a queda nos preços do petróleo, em meio às negociações entre os Estados Unidos e o Irã, e o quadro eleitoral. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A ata da última reunião do Copom fica no centro das atenções nesta terça-feira. No documento, o Banco Central (BC) reconheceu a desaceleração da atividade econômica, do crédito e da inflação, mas ponderou os riscos fiscais e a incerteza quanto ao cenário internacional. No último boletim Focus, divulgado ontem, a projeção dos economistas é que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano. ▶️ O discurso de Lula na ONU também fica no radar. As falas acontecem em meio a um momento delicado entre Brasil e Estados Unidos, que continuam sem avanço nas negociações das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. ▶️ Investidores continuam a monitorar a queda nos preços do petróleo. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país. Perto das 15h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,98%, cotado a US$ 99,36. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,75%, a US$ 95,06 o barril. ▶️Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,70%; Acumulado do mês: -1,38%; Acumulado do ano: -6,93%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +0,74%; Acumulado do mês: +5,17%; Acumulado do ano: +15,81%. Lula na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. "Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?", afirmou Lula. Segundo o presidente, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. "Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu. A fala de Lula ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As relações entre os dois países estão atravessadas pelo cenário eleitoral, em meio à reta final da eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro. Lula disputa a Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, em maio, foi recebido por Trump na Casa Branca durante uma viagem aos Estados Unidos. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve. No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não". A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio. Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias. No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio. A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity. Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial. Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor. Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada. Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam mistos, com investidores de olho em Trump na ONU e em meio às expectativas de negociações no Oriente Médio. Perto das 12h, o Dow Jones caía 0,36%, enquanto o S&P 500 subia 0,01% e o Nasdaq Composite tinha alta de 0,40%. Na Europa, a maioria das bolsas locais fechou em alta, com investidores acompanhando os desdobramentos das tensões entre os EUA e o Irã. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,1%. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, avançou 0,02%, enquanto o CAC-40, da França, teve ganhos de 0,20%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e caiu 0,29%, Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta modesta, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. O SSEC, índice de Xangai e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,2% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,15%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
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