Dólar opera em alta e vai a R$ 5,13, com tarifaço de Trump e dados econômicos no radar; Ibovespa oscila

Tarifaço: EUA confirmam cobrança de 25% sobre produtos brasileiros O dólar opera em alta nesta sexta-feira (17), com um avanço de 0,24% perto das 15h15, cotado a R$ 5,1107. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1328. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava com volatilidade e tinha queda de 0,19% no mesmo horário, aos 173.498 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Investidores continuam a avaliar os possíveis efeitos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Além da taxa de 25% anunciada na quarta-feira, o governo brasileiro reconhece que os EUA ainda devem aplicar uma tarifa adicional de 12,5% por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Além disso, o presidente Lula também convocou ministros, na véspera, para discutir a posição do governo sobre a decisão dos EUA. 'Olho por olho, dente por dente?' O que diz a Lei de Reciprocidade que Lula quer usar contra novo tarifaço dos EUA ▶️Na agenda econômica, o mercado também acompanha a divulgação de novos dados de atividade no Brasil, por meio do IBC-Br, indicador do Banco Central do Brasil. Nos EUA, o destaque fica com a produção industrial do país. ▶️ Já no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o conflito no Oriente Médio. O Irã atacou bases militares americanas em retaliação aos bombardeios recentes feitos pelos EUA. Os embates pelo controle do Estreito de Ormuz e outros temas também ajudam a aumentar a preocupação do mercado com os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 15h15, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,45%, cotado a US$ 87,98. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 4,32%, cotado a US$ 82,36 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,20%; Acumulado do mês: -1,25%; Acumulado do ano: -7,11%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -1,04%; Acumulado do mês: +2,32%; Acumulado do ano: +9,24%. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Tarifaço de Trump O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou, na noite de quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente. Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas. ENTENDA: Quais as justificativas dos EUA para taxar o Brasil? Veja a lista de produtos taxados e isentos Em entrevista a jornalistas na véspera, o ministro das relações exteriores, chanceler Mauro Vieira, afirmou que não há justificativa para as tarifas adicionais de 25%, reiterando que as taxas tiveram "motivação política" e "não têm lastro com a realidade". "As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para adoção de tarifas contra os produtos brasileiros. Desde março de 2025, o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone nos níveis presidencial, ministerial e técnico com autoridades norte-americanas, afirmou Vieira. O governo brasileiro também divulgou uma nota contestando os argumentos dos EUA para aplicar o novo tarifaço, destacando que o presidente Lula (PT) iniciará "imediatamente" os trâmites previstos na Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. Escalada das tensões no Oriente Médio O Irã lançou bombardeios contra diversas bases dos EUA no Oriente Médio nesta sexta (17) após acusar Washington de atacar alvos civis. Países da região denunciaram ataques iranianos. "Na noite passada, o exército dos EUA voltou a agir, utilizando suas bases na Jordânia para realizar, segundo o comunicado, um grande crime de guerra, atacando alvos civis, incluindo várias pontes, áreas residenciais e uma estação de bombeamento de água em Bandar Abbas, no sul do Irã", afirmou a Guarda Revolucionária iraniana em comunicado. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, condenou nesta sexta os ataques dos EUA contra a infraestrutura civil iraniana e voltou a acusar Washington de comet

Jul 17, 2026 - 16:00
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Dólar opera em alta e vai a R$ 5,13, com tarifaço de Trump e dados econômicos no radar; Ibovespa oscila

Tarifaço: EUA confirmam cobrança de 25% sobre produtos brasileiros O dólar opera em alta nesta sexta-feira (17), com um avanço de 0,24% perto das 15h15, cotado a R$ 5,1107. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1328. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava com volatilidade e tinha queda de 0,19% no mesmo horário, aos 173.498 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Investidores continuam a avaliar os possíveis efeitos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Além da taxa de 25% anunciada na quarta-feira, o governo brasileiro reconhece que os EUA ainda devem aplicar uma tarifa adicional de 12,5% por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Além disso, o presidente Lula também convocou ministros, na véspera, para discutir a posição do governo sobre a decisão dos EUA. 'Olho por olho, dente por dente?' O que diz a Lei de Reciprocidade que Lula quer usar contra novo tarifaço dos EUA ▶️Na agenda econômica, o mercado também acompanha a divulgação de novos dados de atividade no Brasil, por meio do IBC-Br, indicador do Banco Central do Brasil. Nos EUA, o destaque fica com a produção industrial do país. ▶️ Já no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o conflito no Oriente Médio. O Irã atacou bases militares americanas em retaliação aos bombardeios recentes feitos pelos EUA. Os embates pelo controle do Estreito de Ormuz e outros temas também ajudam a aumentar a preocupação do mercado com os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 15h15, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,45%, cotado a US$ 87,98. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 4,32%, cotado a US$ 82,36 por barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,20%; Acumulado do mês: -1,25%; Acumulado do ano: -7,11%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -1,04%; Acumulado do mês: +2,32%; Acumulado do ano: +9,24%. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Tarifaço de Trump O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou, na noite de quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente. Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas. ENTENDA: Quais as justificativas dos EUA para taxar o Brasil? Veja a lista de produtos taxados e isentos Em entrevista a jornalistas na véspera, o ministro das relações exteriores, chanceler Mauro Vieira, afirmou que não há justificativa para as tarifas adicionais de 25%, reiterando que as taxas tiveram "motivação política" e "não têm lastro com a realidade". "As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para adoção de tarifas contra os produtos brasileiros. Desde março de 2025, o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone nos níveis presidencial, ministerial e técnico com autoridades norte-americanas, afirmou Vieira. O governo brasileiro também divulgou uma nota contestando os argumentos dos EUA para aplicar o novo tarifaço, destacando que o presidente Lula (PT) iniciará "imediatamente" os trâmites previstos na Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. Escalada das tensões no Oriente Médio O Irã lançou bombardeios contra diversas bases dos EUA no Oriente Médio nesta sexta (17) após acusar Washington de atacar alvos civis. Países da região denunciaram ataques iranianos. "Na noite passada, o exército dos EUA voltou a agir, utilizando suas bases na Jordânia para realizar, segundo o comunicado, um grande crime de guerra, atacando alvos civis, incluindo várias pontes, áreas residenciais e uma estação de bombeamento de água em Bandar Abbas, no sul do Irã", afirmou a Guarda Revolucionária iraniana em comunicado. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, condenou nesta sexta os ataques dos EUA contra a infraestrutura civil iraniana e voltou a acusar Washington de cometer crimes de guerra. Mais cedo nesta semana, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã. Além de centros de comando, a ofensiva também mirou posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira iranianas. Em comunicado, o Centcom afirmou que os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. As forças americanas informaram ainda que utilizaram munições de precisão contra alvos em diferentes localidades, incluindo Bandar Abbas. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial A escalada das tensões no Oriente Médio nos últimos dias volta a trazer preocupações sobre a oferta mundial de petróleo, principalmente por conta do tráfego limitado no Estreito de Ormuz. Nesta quinta-feira, o Irã afirmou que o canal é uma "linha vermelha" inviolável e alertou que caso Trump cumpra sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo. Com o bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, dados do setor de transporte marítimo já mostraram que menos navios conseguiram atravessar o estreito. Não foram avistados petroleiros de grande porte nem navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL). Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em queda, conforme investidores seguiam atentos a ações de tecnologia. Perto das 15h15, o Dow Jones caía 0,55%, enquanto o S&P 500 recuava 0,79% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,18%. O dia também foi predominantemente negativo nas bolsas europeias, puxado por mais uma onda de vendas no setor de tecnologia em meio a preocupações com os retornos da inteligência artificial e enquanto investidores se preparam para a reunião do Banco Central Europeu (BCE) que acontece na próxima semana. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,34%, para 641,53 pontos. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,34% e o CAC-40, da França, caiu 0,47%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e fechou em alta de 0,27%. Na Ásia, as bolsas tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, com os índices de referência da China registrando a maior perda semanal em mais de dois anos depois que a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da fabricante de chips CXMT gerou temores de problemas de liquidez. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 3,60%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 3,05%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,78%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,78%. O Kospi, da Coreia do Sul ficou fechado. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

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