Dólar opera em queda, de olho em alta do petróleo e à espera da ata do Fed; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta quarta-feira (19), com um recuo de 0,95% perto das 12h20, cotado a R$ 5,1718. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em alta de 1,50% no mesmo horário, aos 168.841 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A piora das tensões no Oriente Médio traz mais um dia de alta para o petróleo. Nesta quarta-feira, o "Financial Times" afirmou que o Irã considera atacar alvos militares dos Estados Unidos na Europa caso a guerra entre eles tenha uma nova escalada. O cenário volta a trazer incertezas sobre a abertura do Estreito de Ormuz e os efeitos do conflito na inflação global. Perto das 12h20, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,97%, cotado a US$ 91,90, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,34% no mesmo horário, a US$ 86,08. ▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a nova ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A expectativa é que o documento traga indicações sobre como os dirigentes da instituição têm visto a economia dos EUA e quais os sinais para o futuro dos juros no país. ▶️ No Brasil, o cenário político e eleitoral também fica no radar. O foco fica com o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 no Senado. Para parte dos investidores, a possibilidade de tramitação pode favorecer a campanha de Lula e aumentar as preocupações sobre os gastos públicos em um eventual novo mandato. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,04%; Acumulado do mês: +3,00%; Acumulado do ano: --4,87%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,36%; Acumulado do mês: -6,55%; Acumulado do ano: +3,79%. Petróleo volta a ficar no centro das atenções O mercado internacional de petróleo voltou a ficar no centro das atenções. Nesta quarta-feira, o jornal britânico Financial Times afirmou que o Irã considera atacar alvos militares dos EUA na Europa caso a guerra entre eles tenha uma nova escalada. Um dos potenciais alvos seria a base aérea búlgara de Bezmer, que desde o mês passado tem sido utilizada por aeronaves do Exército dos EUA para reabastecimento; Outra instalação que poderia ser visada é uma base aérea britânica no Chipre que já havia sido atacada por um drone iraniano em março. Além disso, o regime iraniano também tem considerado a possibilidade de atacar cabos submarinos de fibra óptica no Estreito de Ormuz em caso essa nova escalada ocorra, segundo o FT. Tais ataques, caso venham a ser postos em prática, serviriam para elevar os riscos e consequências do conflito para os EUA, disseram as fontes iranianas ao jornal. Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA —algo inviável e proibido à luz do direito internacional— e bombardear o aliado Omã caso o país chegue a um acordo com o Irã sobre o controle da navegação comercial na via marítima. Teerã, por sua vez, que disse estar perto de concluir o acordo com o Omã, elevou o tom ao impor um ultimato aos EUA e afirmar que passaria a tomar uma postura mais ofensiva na guerra caso as negociações com a Casa Branca para o fim do conflito fracassem. As tensões voltam a elevar preocupações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra, e seus efeitos na inflação e na oferta de energia pelo mundo. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em alta nesta quarta-feira, conforme os rendimentos dos títulos públicos recuavam de máximas registradas em várias décadas e os investidores avaliavam uma série de atualizações corporativas. Entre os destaques, as ações da fabricante de vacinas Moderna mais do que dobraram, após a empresa anunciar resultados positivos de uma terapia personalizada contra o melanoma, um tipo de câncer de pele. Perto das 12h20, o Dow Jones subia 0,48%, enquanto o S&P 500 avançava 0,65% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,43%. Já na Europa, os principais mercados da região operavam mistos. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,01% e o CAC-40, da França, avançava 0,05%. O FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 0,23%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com uma venda massiva de ações de chips e robótica em meio a preocupações com a economia e após resultados corporativos abaixo do esperado. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 2,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, caiu 2,4%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,09% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 3,16%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Dado Ruvic/ R

Ago 19, 2026 - 13:00
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Dólar opera em queda, de olho em alta do petróleo e à espera da ata do Fed; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta quarta-feira (19), com um recuo de 0,95% perto das 12h20, cotado a R$ 5,1718. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em alta de 1,50% no mesmo horário, aos 168.841 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A piora das tensões no Oriente Médio traz mais um dia de alta para o petróleo. Nesta quarta-feira, o "Financial Times" afirmou que o Irã considera atacar alvos militares dos Estados Unidos na Europa caso a guerra entre eles tenha uma nova escalada. O cenário volta a trazer incertezas sobre a abertura do Estreito de Ormuz e os efeitos do conflito na inflação global. Perto das 12h20, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,97%, cotado a US$ 91,90, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,34% no mesmo horário, a US$ 86,08. ▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a nova ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A expectativa é que o documento traga indicações sobre como os dirigentes da instituição têm visto a economia dos EUA e quais os sinais para o futuro dos juros no país. ▶️ No Brasil, o cenário político e eleitoral também fica no radar. O foco fica com o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 no Senado. Para parte dos investidores, a possibilidade de tramitação pode favorecer a campanha de Lula e aumentar as preocupações sobre os gastos públicos em um eventual novo mandato. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,04%; Acumulado do mês: +3,00%; Acumulado do ano: --4,87%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,36%; Acumulado do mês: -6,55%; Acumulado do ano: +3,79%. Petróleo volta a ficar no centro das atenções O mercado internacional de petróleo voltou a ficar no centro das atenções. Nesta quarta-feira, o jornal britânico Financial Times afirmou que o Irã considera atacar alvos militares dos EUA na Europa caso a guerra entre eles tenha uma nova escalada. Um dos potenciais alvos seria a base aérea búlgara de Bezmer, que desde o mês passado tem sido utilizada por aeronaves do Exército dos EUA para reabastecimento; Outra instalação que poderia ser visada é uma base aérea britânica no Chipre que já havia sido atacada por um drone iraniano em março. Além disso, o regime iraniano também tem considerado a possibilidade de atacar cabos submarinos de fibra óptica no Estreito de Ormuz em caso essa nova escalada ocorra, segundo o FT. Tais ataques, caso venham a ser postos em prática, serviriam para elevar os riscos e consequências do conflito para os EUA, disseram as fontes iranianas ao jornal. Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA —algo inviável e proibido à luz do direito internacional— e bombardear o aliado Omã caso o país chegue a um acordo com o Irã sobre o controle da navegação comercial na via marítima. Teerã, por sua vez, que disse estar perto de concluir o acordo com o Omã, elevou o tom ao impor um ultimato aos EUA e afirmar que passaria a tomar uma postura mais ofensiva na guerra caso as negociações com a Casa Branca para o fim do conflito fracassem. As tensões voltam a elevar preocupações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra, e seus efeitos na inflação e na oferta de energia pelo mundo. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em alta nesta quarta-feira, conforme os rendimentos dos títulos públicos recuavam de máximas registradas em várias décadas e os investidores avaliavam uma série de atualizações corporativas. Entre os destaques, as ações da fabricante de vacinas Moderna mais do que dobraram, após a empresa anunciar resultados positivos de uma terapia personalizada contra o melanoma, um tipo de câncer de pele. Perto das 12h20, o Dow Jones subia 0,48%, enquanto o S&P 500 avançava 0,65% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,43%. Já na Europa, os principais mercados da região operavam mistos. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,01% e o CAC-40, da França, avançava 0,05%. O FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 0,23%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com uma venda massiva de ações de chips e robótica em meio a preocupações com a economia e após resultados corporativos abaixo do esperado. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 2,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, caiu 2,4%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,09% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 3,16%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

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