Dólar opera leve alta à espera de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu praticamente estável nesta quarta-feira (18), com investidores divididos entre as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio. Por volta das 10h26, a moeda americana subia 0,46%, a R$ 5,2230. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda de 0,40%, a 179.690 pontos. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os investidores seguem atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), que serão anunciadas na chamada “Superquarta”. Por aqui, a maior parte do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução da Selic desde maio de 2024 — ou seja, após quase dois anos. ▶️ Já o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve manter os juros inalterados, com a decisão saindo a partir das 15h. Sem perspectiva clara de trégua na guerra, economistas avaliam que os impactos, tanto locais quanto globais, vão depender da duração do conflito. ▶️ Até agora, no entanto, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo. ▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global. ????️ Por volta das 8h51, o barril do tipo petróleo Brent subia 0,72%, a US$ 104,16, enquanto o WTI avançava 1,15%%, a US$ 94,43. ▶️ Ontem, a França se alinhou a outros países da OTAN e rejeitou o pedido dos Estados Unidos para ajudar a liberar o Estreito de Ormuz. A decisão contradiz a declaração de Donald Trump de que Paris apoiaria a iniciativa. O presidente americano chamou a recusa dos aliados de “erro muito tolo”. ▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. O Procon também está de olho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -2,17%; Acumulado do mês: +1,27%; Acumulado do ano: -5,28%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,55%; Acumulado do mês: -4,44%; Acumulado do ano: +11,97%. "Superquarta" Copom O Banco Central do Brasil (BC) deve iniciar nesta quarta-feira (18) um novo ciclo de cortes da Selic, após quase dois anos sem redução. A expectativa predominante do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros da economia brasileira para 14,75% ao ano. O movimento ocorre em meio a incertezas externas, especialmente com a guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 e pressionou as projeções de inflação no Brasil. Esse cenário levou economistas a reduzirem a expectativa de um corte mais intenso nos juros, indicando um início de ciclo mais cauteloso por parte do Banco Central. Ainda assim, a tendência é de continuidade na queda da Selic ao longo dos próximos meses, podendo encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano, caso o cenário inflacionário permita. Fed Já o Federal Reserve deve manter os juros inalterados nos Estados Unidos nesta quarta-feira, enquanto a guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza sobre a economia. Na reunião de janeiro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. O movimento interrompeu um ciclo de três cortes consecutivos. Antes, o temor com as tarifas de Donald Trump levou o Fed a adiar cortes de juros. Depois, sinais de desaceleração da economia, com inflação sob controle, abriram espaço para redução das taxas. Agora, no entanto, o problema é outro: o conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e, com isso, encareceu combustíveis e outros produtos, o que pode pressionar a inflação americana. Diante desse cenário, o banco central americano fica dividido: de um lado, há risco de preços mais altos; de outro, a economia pode desacelerar e afetar empregos. Por isso, a tendência é esperar mais antes de mexer nos juros, enquanto acompanha os impactos da guerra. A segunda decisão sobre os juros em 2026 também ocorre em meio à pressão crescente do presidente Trump sobre a instituição, incluindo acusações diretas ao chefe do Fed, Jerome Powell, e a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook — caso que está sendo julgado pela Suprema Corte. Guerra no Oriente Médio Os conflitos no Oriente Médio entraram na terceira semana, sem perspectiva de cessar-fogo. Israel afirmou nesta quarta-feir

Mar 18, 2026 - 11:00
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Dólar opera leve alta à espera de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu praticamente estável nesta quarta-feira (18), com investidores divididos entre as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio. Por volta das 10h26, a moeda americana subia 0,46%, a R$ 5,2230. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda de 0,40%, a 179.690 pontos. ????Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os investidores seguem atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), que serão anunciadas na chamada “Superquarta”. Por aqui, a maior parte do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução da Selic desde maio de 2024 — ou seja, após quase dois anos. ▶️ Já o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve manter os juros inalterados, com a decisão saindo a partir das 15h. Sem perspectiva clara de trégua na guerra, economistas avaliam que os impactos, tanto locais quanto globais, vão depender da duração do conflito. ▶️ Até agora, no entanto, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo. ▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global. ????️ Por volta das 8h51, o barril do tipo petróleo Brent subia 0,72%, a US$ 104,16, enquanto o WTI avançava 1,15%%, a US$ 94,43. ▶️ Ontem, a França se alinhou a outros países da OTAN e rejeitou o pedido dos Estados Unidos para ajudar a liberar o Estreito de Ormuz. A decisão contradiz a declaração de Donald Trump de que Paris apoiaria a iniciativa. O presidente americano chamou a recusa dos aliados de “erro muito tolo”. ▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. O Procon também está de olho. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -2,17%; Acumulado do mês: +1,27%; Acumulado do ano: -5,28%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,55%; Acumulado do mês: -4,44%; Acumulado do ano: +11,97%. "Superquarta" Copom O Banco Central do Brasil (BC) deve iniciar nesta quarta-feira (18) um novo ciclo de cortes da Selic, após quase dois anos sem redução. A expectativa predominante do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros da economia brasileira para 14,75% ao ano. O movimento ocorre em meio a incertezas externas, especialmente com a guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 e pressionou as projeções de inflação no Brasil. Esse cenário levou economistas a reduzirem a expectativa de um corte mais intenso nos juros, indicando um início de ciclo mais cauteloso por parte do Banco Central. Ainda assim, a tendência é de continuidade na queda da Selic ao longo dos próximos meses, podendo encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano, caso o cenário inflacionário permita. Fed Já o Federal Reserve deve manter os juros inalterados nos Estados Unidos nesta quarta-feira, enquanto a guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza sobre a economia. Na reunião de janeiro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. O movimento interrompeu um ciclo de três cortes consecutivos. Antes, o temor com as tarifas de Donald Trump levou o Fed a adiar cortes de juros. Depois, sinais de desaceleração da economia, com inflação sob controle, abriram espaço para redução das taxas. Agora, no entanto, o problema é outro: o conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e, com isso, encareceu combustíveis e outros produtos, o que pode pressionar a inflação americana. Diante desse cenário, o banco central americano fica dividido: de um lado, há risco de preços mais altos; de outro, a economia pode desacelerar e afetar empregos. Por isso, a tendência é esperar mais antes de mexer nos juros, enquanto acompanha os impactos da guerra. A segunda decisão sobre os juros em 2026 também ocorre em meio à pressão crescente do presidente Trump sobre a instituição, incluindo acusações diretas ao chefe do Fed, Jerome Powell, e a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook — caso que está sendo julgado pela Suprema Corte. Guerra no Oriente Médio Os conflitos no Oriente Médio entraram na terceira semana, sem perspectiva de cessar-fogo. Israel afirmou nesta quarta-feira (18) ter matado o ministro da Inteligência do Irã, após já ter eliminado, na véspera, Ali Larijani, uma das principais figuras do regime iraniano. Em resposta, o Irã lançou bombas de fragmentação contra Tel Aviv, matando um casal de idosos, segundo a imprensa local. Já o Exército israelense também bombardeou o centro de Beirute, no Líbano, deixando seis mortos e 24 feridos, de acordo com autoridades locais. Os Estados Unidos também intensificaram a ofensiva e utilizaram uma bomba de penetração contra posições iranianas no Estreito de Ormuz. Acompanhe aqui a cobertura a vivo da guerra. Agenda econômica IGP-10 O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostrou que os preços, em geral, caíram 0,24% em março, marcando mais um mês de recuo. No acumulado de um ano, a queda já chega a 2,53%. ???? O IGP-10 é muito usado como referência para reajustes de contratos, como aluguel, energia e alguns serviços, porque capta tanto o que acontece na indústria quanto no bolso do consumidor. Segundo a FGV, esse movimento foi puxado principalmente pela redução nos preços de produtos básicos no atacado, como alimentos e matérias-primas. Para o consumidor, os preços ficaram praticamente estáveis, enquanto os custos da construção ainda subiram, mas de forma mais moderada. Pesquisa eleitoral Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato. O nível de decisão é mais alto entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com mais de 60% afirmando que a escolha é definitiva. Já entre apoiadores de Ratinho Júnior e Romeu Zema, predomina a possibilidade de mudança de voto. O levantamento também mostra que homens e eleitores mais velhos tendem a ter decisão mais consolidada, enquanto mulheres, jovens e eleitores do Sudeste aparecem mais indecisos, indicando um cenário ainda aberto para mudanças na disputa eleitoral. Mercados globais Em Wall Street, os mercados fecharam em alta de olho no impasse no Estreito de Ormuz e à espera da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre os juros americanos nesta quarta-feira. O índice Dow Jones subiu 0,10%, o S&P 500 avançou 0,25% e Nasdaq avançou 0,47%. Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, pressionados pelas incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, que deixaram os investidores mais cautelosos em relação a ativos de maior risco. Em Xangai, o índice local caiu 0,9%, enquanto o CSI300, que reúne empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,7%. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,1%, e em Tóquio, o Nikkei caiu 0,1%. Notas de dólar e real Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas *Com informações da agência de notícias Reuters.

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