Dólar sobe e bate R$ 5,55, mesmo com alívio das tensões no Oriente Médio; Ibovespa fecha em queda

A moeda americana avançou 0,63%, cotada a R$ 5,5536. A bolsa encerrou em queda de 1,02%, aos 135.767 pontos. Israel x Irã: cessar-fogo entra no segundo dia após disputa de versões sobre vitória O dólar fechou em alta de 0,63% nesta quarta-feira (25), cotado a R$ 5,5536. Já o Ibovespa teve queda de 1,02%, aos 135.767 pontos. ▶️ A trégua entre Irã e Israel chegou ao segundo dia, após os países confirmarem o fim do conflito. A notícia trouxe alívio aos mercados, e aumentou o apetite dos investidores. ▶️ O fim do prazo de suspensão do tarifaço de Donald Trump também se aproxima. Washington ainda tenta fechar acordos com seus principais parceiros comerciais, enquanto o jornal britânico "Financial Times" informou que a União Europeia prepara tarifas retaliatórias para pressionar por um acordo. ▶️ O mercado também acompanhou o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Ele reiterou que o Fed está bem posicionado para esperar antes de cortar as taxas de juros dos EUA, até que os efeitos inflacionários das tarifas de Trump sejam absorvidos. Powell tem sido duramente criticado por Trump, que continua a pedir por cortes, em especial depois que o BC manteve as taxas inalteradas pela 4ª vez consecutiva na semana passada. Ontem, o republicano chamou Powell de "burro" e "teimoso". ▶️ No Brasil, o mercado espera a derrubada do projeto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que a casa deve votar a medida nesta quarta-feira. (entenda mais abaixo) Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,52%; Acumulado do mês: -2,88%; Acumulado do ano: -10,13%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: -0,98%; Acumulado do mês: -0,92% Acumulado do ano: +12,87%. Fim do conflito no Oriente Médio O cessar-fogo entre Irã e Israel chegou ao segundo dia nesta quarta-feira. Ambos os países anunciaram o fim das hostilidades na véspera, o que deve impulsionar mais uma sessão positiva nos mercados acionários. As bolsas asiáticas registraram mais um dia de alta, com os investidores acompanhando a trégua no Oriente Médio e reagindo às declarações de ontem de Jerome Powell. (entenda mais abaixo) As ações europeias recuaram, conforme investidores avaliaram a fragilidade do cessar-fogo e com a atenção voltada para o fim da pausa nas tarifas dos EUA. As ações dos Estados Unidos fecharam sem direção única pelo mesmo motivo, e com o Nasdaq e o S&P 500 próximos de suas máximas históricas. Por fim, os preços do petróleo registravam leve alta, em movimento de correção após as acentuadas quedas observadas nos últimos dias. O conflito entre Israel e Irã teve início em 13 de junho, quando forças israelenses lançaram uma operação para destruir instalações nucleares iranianas. Em resposta, Teerã disparou mísseis contra cidades como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Segundo dados oficiais, os bombardeios resultaram em mais de 240 mortes e milhares de feridos, embora instituições independentes estimem que o número real possa ser ainda maior. O conflito também impactou negativamente os mercados globais, diante dos temores sobre a guerra e seus possíveis reflexos no transporte de petróleo. Guerra comercial e efeitos nos juros Com a situação no Oriente Médio mais tranquila, o foco se volta agora para a guerra comercial causada por Donald Trump. A suspensão de 90 dias do tarifaço está prestes a expirar, e os investidores aguardam possíveis novos acordos por parte dos EUA. Na terça, o jornal britânico "Financial Times" informou que a União Europeia está preparando tarifas retaliatórias para pressionar por um acordo comercial mais vantajoso. Já o Paquistão declarou que suas negociações comerciais com os EUA devem ser concluídas na próxima semana. Nesse cenário, a indefinição sobre as tarifas dos EUA em relação aos seus principais parceiros comerciais segue gerando apreensão entre os investidores. ???? O mercado avalia que o aumento das tarifas sobre importações pode encarecer os preços ao consumidor e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo. Isso pode resultar em uma desaceleração da economia dos EUA e até uma recessão global. Diante disso, as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, seguem no centro das atenções. Na terça, ele reiterou que aguardará novos estudos sobre os possíveis impactos do tarifaço de Trump na inflação dos EUA antes de tomar decisões sobre os juros. "Os aumentos de tarifas neste ano provavelmente elevarão os preços e pesarão sobre a atividade econômica", afirmou Powell durante depoimento perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA. Nesta quarta-feira, ele reiterou o discurso ao Senado norte-americano. A visão do presidente do Fed tem provocado duras críticas do presidente Donald Trump. Na terça, ele chamou Powell de "burro" e "teimoso" em suas redes sociais. "Deveríamos estar pelo menos dois a três pontos abaixo", afirmou Trump, em uma publicação nas

Jun 25, 2025 - 19:00
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Dólar sobe e bate R$ 5,55, mesmo com alívio das tensões no Oriente Médio; Ibovespa fecha em queda

A moeda americana avançou 0,63%, cotada a R$ 5,5536. A bolsa encerrou em queda de 1,02%, aos 135.767 pontos. Israel x Irã: cessar-fogo entra no segundo dia após disputa de versões sobre vitória O dólar fechou em alta de 0,63% nesta quarta-feira (25), cotado a R$ 5,5536. Já o Ibovespa teve queda de 1,02%, aos 135.767 pontos. ▶️ A trégua entre Irã e Israel chegou ao segundo dia, após os países confirmarem o fim do conflito. A notícia trouxe alívio aos mercados, e aumentou o apetite dos investidores. ▶️ O fim do prazo de suspensão do tarifaço de Donald Trump também se aproxima. Washington ainda tenta fechar acordos com seus principais parceiros comerciais, enquanto o jornal britânico "Financial Times" informou que a União Europeia prepara tarifas retaliatórias para pressionar por um acordo. ▶️ O mercado também acompanhou o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Ele reiterou que o Fed está bem posicionado para esperar antes de cortar as taxas de juros dos EUA, até que os efeitos inflacionários das tarifas de Trump sejam absorvidos. Powell tem sido duramente criticado por Trump, que continua a pedir por cortes, em especial depois que o BC manteve as taxas inalteradas pela 4ª vez consecutiva na semana passada. Ontem, o republicano chamou Powell de "burro" e "teimoso". ▶️ No Brasil, o mercado espera a derrubada do projeto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que a casa deve votar a medida nesta quarta-feira. (entenda mais abaixo) Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,52%; Acumulado do mês: -2,88%; Acumulado do ano: -10,13%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,58%; Acumulado da semana: -0,98%; Acumulado do mês: -0,92% Acumulado do ano: +12,87%. Fim do conflito no Oriente Médio O cessar-fogo entre Irã e Israel chegou ao segundo dia nesta quarta-feira. Ambos os países anunciaram o fim das hostilidades na véspera, o que deve impulsionar mais uma sessão positiva nos mercados acionários. As bolsas asiáticas registraram mais um dia de alta, com os investidores acompanhando a trégua no Oriente Médio e reagindo às declarações de ontem de Jerome Powell. (entenda mais abaixo) As ações europeias recuaram, conforme investidores avaliaram a fragilidade do cessar-fogo e com a atenção voltada para o fim da pausa nas tarifas dos EUA. As ações dos Estados Unidos fecharam sem direção única pelo mesmo motivo, e com o Nasdaq e o S&P 500 próximos de suas máximas históricas. Por fim, os preços do petróleo registravam leve alta, em movimento de correção após as acentuadas quedas observadas nos últimos dias. O conflito entre Israel e Irã teve início em 13 de junho, quando forças israelenses lançaram uma operação para destruir instalações nucleares iranianas. Em resposta, Teerã disparou mísseis contra cidades como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Segundo dados oficiais, os bombardeios resultaram em mais de 240 mortes e milhares de feridos, embora instituições independentes estimem que o número real possa ser ainda maior. O conflito também impactou negativamente os mercados globais, diante dos temores sobre a guerra e seus possíveis reflexos no transporte de petróleo. Guerra comercial e efeitos nos juros Com a situação no Oriente Médio mais tranquila, o foco se volta agora para a guerra comercial causada por Donald Trump. A suspensão de 90 dias do tarifaço está prestes a expirar, e os investidores aguardam possíveis novos acordos por parte dos EUA. Na terça, o jornal britânico "Financial Times" informou que a União Europeia está preparando tarifas retaliatórias para pressionar por um acordo comercial mais vantajoso. Já o Paquistão declarou que suas negociações comerciais com os EUA devem ser concluídas na próxima semana. Nesse cenário, a indefinição sobre as tarifas dos EUA em relação aos seus principais parceiros comerciais segue gerando apreensão entre os investidores. ???? O mercado avalia que o aumento das tarifas sobre importações pode encarecer os preços ao consumidor e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo. Isso pode resultar em uma desaceleração da economia dos EUA e até uma recessão global. Diante disso, as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, seguem no centro das atenções. Na terça, ele reiterou que aguardará novos estudos sobre os possíveis impactos do tarifaço de Trump na inflação dos EUA antes de tomar decisões sobre os juros. "Os aumentos de tarifas neste ano provavelmente elevarão os preços e pesarão sobre a atividade econômica", afirmou Powell durante depoimento perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA. Nesta quarta-feira, ele reiterou o discurso ao Senado norte-americano. A visão do presidente do Fed tem provocado duras críticas do presidente Donald Trump. Na terça, ele chamou Powell de "burro" e "teimoso" em suas redes sociais. "Deveríamos estar pelo menos dois a três pontos abaixo", afirmou Trump, em uma publicação nas redes sociais antes da participação de Powell na audiência. Ele também disse esperar que "o Congresso realmente acabasse com essa pessoa muito burra e teimosa". De olho no IOF Por fim, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que a proposta que suspende os efeitos do decreto que elevou o imposto deve ser votada nesta quarta-feira (25). Até o fechamento do mercado, não havia um resultado. O anúncio foi feito por meio de uma publicação de Motta no X e pegou o governo de surpresa. Em entrevista ao blog da Andréia Sadi, o presidente da Câmara afirmou que não precisa avisar o governo sobre tudo. “A urgência da votação do decreto falou por si só. E o presidente da Câmara tem que seguir a maioria. Preciso fazer uma pauta que atenda à Casa e ao Brasil – e a Casa não vai aceitar aumento de imposto para resolver problema fiscal do Brasil”, disse. O debate, no entanto, não estava previsto. Segundo apuração do blog do Camarotti, a avaliação de um articulador político do governo é que a medida pode paralisar o Orçamento, afetando inclusive o pagamento de emendas parlamentares. Há um clima de insatisfação entre o Executivo e o Legislativo, e a votação é vista como uma derrota simbólica para o governo. Parte do descontentamento está ligada a atrasos na liberação de emendas, mas o governo afirma que tem acelerado o cronograma de repasses. A expectativa inicial era de que a Câmara aguardasse, ao menos, a divulgação do relatório bimestral — prevista para 22 de julho — para tomar uma decisão. Com esses dados em mãos, o governo teria uma visão mais clara sobre a situação fiscal e poderia reavaliar a questão do IOF. Após a indicação de que a Câmara votaria a proposta que derruba o decreto do governo ainda hoje, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a alta do imposto. "O decreto do IOF corrige uma injustiça: combate a evasão de impostos dos mais ricos para equilibrar as contas públicas e garantir os direitos sociais dos trabalhadores", escreveu Haddad em suas redes sociais. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

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