Dólar sobe e fecha a R$ 5,19 após presidente do Fed sugerir alta nos juros dos EUA; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,66% nesta sexta-feira (28), cotado a R$ 5,1959. O Ibovespa avançou 0,30%, aos 175.665 pontos, na contramão das bolsas de Nova York. O índice da bolsa brasileira foi beneficiado pela alta das ações de empresas como Petrobras (+1,99%) e Banco do Brasil (+1%). Com os resultados, o dólar encerrou a semana com alta acumulada de 1%, enquanto o Ibovespa fechou com ganho de 2,71% e completou oito pregões seguidos de alta, após a forte sequência de quedas no mês. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta sexta-feira, o mercado reagiu à fala do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, de que o banco central americano pode ter que elevar os juros nos próximos meses para conter a inflação nos Estados Unidos. ▶️ A declaração de Warsh foi considerada mais clara sobre a possibilidade de alta dos juros nos EUA do que seus comentários anteriores. O chefe do Fed disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela. ▶️ Ele afirmou que o BC americano ainda precisa avançar no combate à inflação e que, segundo ele, houve progresso modesto nos últimos dois anos. Ponderou, porém, que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos da política monetária. (veja mais abaixo) ▶️ No exterior, o petróleo operava em queda diante de sinais de que produtores do Golfo Pérsico conseguem manter as exportações pelo Estreito de Ormuz, embora ainda haja incertezas e não existam sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Por volta das 17h, o Brent, referência global, caía 0,43%, a US$ 89,31, e o WTI, referência nos EUA, recuava 0,08%, a US$ 83,46 ▶️ No Brasil, o mercado acompanhou os novos dados de emprego. Em julho, foram criados 58,6 mil postos formais, resultado de 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de demissões. O número representa queda de 56,3% em relação a julho de 2025, quando foram criadas 133,9 mil vagas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +1%; Acumulado do mês: +2,49%; Acumulado do ano: -5,33%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,71%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: +9,02%. Fed sinaliza que pode manter juros altos O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira que o banco central americano ainda pode precisar agir para conter a inflação. “Devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, disse Warsh durante discurso no simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole. Warsh destacou que o avanço dos preços nos últimos dois anos foi modesto e que os dados recentes “não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”. ???? A inflação medida pelo PCE, índice acompanhado pelo Fed, estava em 3,7% em 12 meses até julho, acima da meta de 2%. O presidente do Fed também afirmou que os mercados de crédito e empréstimos mostram “poucos sinais de restrição da política monetária”, o que indica que os juros atuais podem não estar exercendo pressão suficiente sobre a economia. Ao mesmo tempo, ele disse que as expectativas de inflação estão ancoradas, mas precisam ser “acompanhadas de perto”, e ressaltou que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos do banco central. Em meio à repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e mais favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter a pressão sobre os preços —, e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, a reação mais clara apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, de olho no discurso de Kevin Warsh, do Fed. O Dow Jones recuou 0,02%, o S&P 500 teve perdas de 0,25% o Nasdaq caiu 0,52%. Na Europa, as bolsas encerraram em alta, após terem fechado majoritariamente em baixa na sessão anterior. O índice STOXX 600 subiu 0,51%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29% e, em Frankfurt, o DAX ganhou 0,77%. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,98%. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa. As perdas nos setores de biotecnologia e fabricação de chips superaram os ganhos das empresas ligadas a commodities. Em Xangai, o SSEC caiu 0,11%, aos 3.952 pontos, e o CSI300 recuou 0,46%, aos 4.609 pontos. Em Hong Kong, o Hang Sen

Ago 28, 2026 - 18:00
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Dólar sobe e fecha a R$ 5,19 após presidente do Fed sugerir alta nos juros dos EUA; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,66% nesta sexta-feira (28), cotado a R$ 5,1959. O Ibovespa avançou 0,30%, aos 175.665 pontos, na contramão das bolsas de Nova York. O índice da bolsa brasileira foi beneficiado pela alta das ações de empresas como Petrobras (+1,99%) e Banco do Brasil (+1%). Com os resultados, o dólar encerrou a semana com alta acumulada de 1%, enquanto o Ibovespa fechou com ganho de 2,71% e completou oito pregões seguidos de alta, após a forte sequência de quedas no mês. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta sexta-feira, o mercado reagiu à fala do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, de que o banco central americano pode ter que elevar os juros nos próximos meses para conter a inflação nos Estados Unidos. ▶️ A declaração de Warsh foi considerada mais clara sobre a possibilidade de alta dos juros nos EUA do que seus comentários anteriores. O chefe do Fed disse que dados recentes indicam melhora, mas pregou cautela. ▶️ Ele afirmou que o BC americano ainda precisa avançar no combate à inflação e que, segundo ele, houve progresso modesto nos últimos dois anos. Ponderou, porém, que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos da política monetária. (veja mais abaixo) ▶️ No exterior, o petróleo operava em queda diante de sinais de que produtores do Golfo Pérsico conseguem manter as exportações pelo Estreito de Ormuz, embora ainda haja incertezas e não existam sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Por volta das 17h, o Brent, referência global, caía 0,43%, a US$ 89,31, e o WTI, referência nos EUA, recuava 0,08%, a US$ 83,46 ▶️ No Brasil, o mercado acompanhou os novos dados de emprego. Em julho, foram criados 58,6 mil postos formais, resultado de 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de demissões. O número representa queda de 56,3% em relação a julho de 2025, quando foram criadas 133,9 mil vagas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +1%; Acumulado do mês: +2,49%; Acumulado do ano: -5,33%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +2,71%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: +9,02%. Fed sinaliza que pode manter juros altos O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira que o banco central americano ainda pode precisar agir para conter a inflação. “Devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, disse Warsh durante discurso no simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole. Warsh destacou que o avanço dos preços nos últimos dois anos foi modesto e que os dados recentes “não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”. ???? A inflação medida pelo PCE, índice acompanhado pelo Fed, estava em 3,7% em 12 meses até julho, acima da meta de 2%. O presidente do Fed também afirmou que os mercados de crédito e empréstimos mostram “poucos sinais de restrição da política monetária”, o que indica que os juros atuais podem não estar exercendo pressão suficiente sobre a economia. Ao mesmo tempo, ele disse que as expectativas de inflação estão ancoradas, mas precisam ser “acompanhadas de perto”, e ressaltou que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos do banco central. Em meio à repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e mais favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter a pressão sobre os preços —, e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, a reação mais clara apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, de olho no discurso de Kevin Warsh, do Fed. O Dow Jones recuou 0,02%, o S&P 500 teve perdas de 0,25% o Nasdaq caiu 0,52%. Na Europa, as bolsas encerraram em alta, após terem fechado majoritariamente em baixa na sessão anterior. O índice STOXX 600 subiu 0,51%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29% e, em Frankfurt, o DAX ganhou 0,77%. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,98%. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa. As perdas nos setores de biotecnologia e fabricação de chips superaram os ganhos das empresas ligadas a commodities. Em Xangai, o SSEC caiu 0,11%, aos 3.952 pontos, e o CSI300 recuou 0,46%, aos 4.609 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,07%, aos 25.584 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40%, aos 66.405 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

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