Dólar sobe e fecha a R$ 5,19 de olho no petróleo e com anúncio do Tesouro dos EUA; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,32% nesta quinta-feira (20), cotado a R$ 5,1926. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,06%, aos 167.927 pontos. Apesar da leve alta, o Ibovespa acumula saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões de investidores estrangeiros em agosto, a maior desde março de 2020, no início da pandemia. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O anúncio de recompra de títulos públicos (Treasuries) pelo Tesouro americano ficou no radar dos mercados nesta quinta-feira. No dia anterior, o Tesouro anunciou que ampliaria a recompra de títulos de longo prazo, com vencimento entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões (R$ 20,7 bilhões). A decisão veio um dia após uma forte onda de venda desses ativos, que levou os juros dos papéis de 30 anos para o maior patamar desde 2007. Entenda o anúncio e como ele afeta os mercados. ▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio seguiu impactando os preços do petróleo. Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou em consequências econômicas para países que ofereçam "qualquer tipo de apoio ao Irã". Enquanto isso, o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano pressiona a commodity e eleva as preocupações com a inflação global. Os preços do petróleo no mercado internacional continuavam a subir nesta quinta. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,06% perto das 17h, cotado a US$ 93,51, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 2,33%, a US$ 87,83. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,51%; Acumulado do mês: +2,43%; Acumulado do ano: --5,39%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +0,59%; Acumulado do mês: -5,66%; Acumulado do ano: +4,22%. Entenda o anúncio do Tesouro americano O Tesouro dos EUA anunciou, na véspera, que duplicaria o volume de recompras de títulos públicos americanos (Treasuries) com vencimento de longo prazo, entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A medida, que estará em vigor entre 9 de setembro e 4 de novembro, vem como uma tentativa do Tesouro americano de aliviar o estresse no mercado de renda fixa. Um dia antes do anúncio, por exemplo, uma grande onda de venda de títulos americanos empurrou o rendimento das Treasuries de 30 anos para o nível mais alto desde 2007. O movimento ocorreu em meio a temores de uma escalada na guerra entre os EUA e o Irã, além de crescentes preocupações com a piora do cenário fiscal americano. Do lado do conflito, além do impacto direto no mercado de petróleo internacional por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de toda o comércio global da commodity antes da guerra, os mercados também se preocupam com os efeitos indiretos do conflito. Isso porque além da consequente elevação nos preços dos combustíveis e da energia, os impactos também tendem a se estender para outros produtos, pressionando a inflação global. Além disso, as preocupações com o crescimento da dívida pública dos EUA também segue levantando incertezas sobre o quadro fiscal americano, pressionando os juros dos Treasuries nas últimas semanas. Apesar de o anúncio ter conseguido conter o avanço das taxas desses títulos pontualmente na véspera, os juros dos Treasuries voltaram a subir nesta quinta-feira, trazendo uma nova pressão para a renda fixa americana e, consequentemente, global. Com isso, o sentimento de cautela voltou a crescer no mercado, impulsionando o dólar para uma nova alta nesta quinta-feira. Trump anuncia guerra econômica ao Irã O presidente americano, Donald Trump, afirmou na véspera que vai lançar uma "guerra econômica" contra o Irã. Ele também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." ???? O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana". O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso nas conversas provocou uma guerra. Segundo Trump, a "guerra eco

Ago 20, 2026 - 18:00
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Dólar sobe e fecha a R$ 5,19 de olho no petróleo e com anúncio do Tesouro dos EUA; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,32% nesta quinta-feira (20), cotado a R$ 5,1926. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,06%, aos 167.927 pontos. Apesar da leve alta, o Ibovespa acumula saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões de investidores estrangeiros em agosto, a maior desde março de 2020, no início da pandemia. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O anúncio de recompra de títulos públicos (Treasuries) pelo Tesouro americano ficou no radar dos mercados nesta quinta-feira. No dia anterior, o Tesouro anunciou que ampliaria a recompra de títulos de longo prazo, com vencimento entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões (R$ 20,7 bilhões). A decisão veio um dia após uma forte onda de venda desses ativos, que levou os juros dos papéis de 30 anos para o maior patamar desde 2007. Entenda o anúncio e como ele afeta os mercados. ▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio seguiu impactando os preços do petróleo. Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou em consequências econômicas para países que ofereçam "qualquer tipo de apoio ao Irã". Enquanto isso, o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo governo iraniano pressiona a commodity e eleva as preocupações com a inflação global. Os preços do petróleo no mercado internacional continuavam a subir nesta quinta. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,06% perto das 17h, cotado a US$ 93,51, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 2,33%, a US$ 87,83. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,51%; Acumulado do mês: +2,43%; Acumulado do ano: --5,39%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +0,59%; Acumulado do mês: -5,66%; Acumulado do ano: +4,22%. Entenda o anúncio do Tesouro americano O Tesouro dos EUA anunciou, na véspera, que duplicaria o volume de recompras de títulos públicos americanos (Treasuries) com vencimento de longo prazo, entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A medida, que estará em vigor entre 9 de setembro e 4 de novembro, vem como uma tentativa do Tesouro americano de aliviar o estresse no mercado de renda fixa. Um dia antes do anúncio, por exemplo, uma grande onda de venda de títulos americanos empurrou o rendimento das Treasuries de 30 anos para o nível mais alto desde 2007. O movimento ocorreu em meio a temores de uma escalada na guerra entre os EUA e o Irã, além de crescentes preocupações com a piora do cenário fiscal americano. Do lado do conflito, além do impacto direto no mercado de petróleo internacional por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de toda o comércio global da commodity antes da guerra, os mercados também se preocupam com os efeitos indiretos do conflito. Isso porque além da consequente elevação nos preços dos combustíveis e da energia, os impactos também tendem a se estender para outros produtos, pressionando a inflação global. Além disso, as preocupações com o crescimento da dívida pública dos EUA também segue levantando incertezas sobre o quadro fiscal americano, pressionando os juros dos Treasuries nas últimas semanas. Apesar de o anúncio ter conseguido conter o avanço das taxas desses títulos pontualmente na véspera, os juros dos Treasuries voltaram a subir nesta quinta-feira, trazendo uma nova pressão para a renda fixa americana e, consequentemente, global. Com isso, o sentimento de cautela voltou a crescer no mercado, impulsionando o dólar para uma nova alta nesta quinta-feira. Trump anuncia guerra econômica ao Irã O presidente americano, Donald Trump, afirmou na véspera que vai lançar uma "guerra econômica" contra o Irã. Ele também ameaçou punir qualquer país que ajudar a manter a economia iraniana funcionando. Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha será uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em uma escala sem precedentes. "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES", publicou. "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são." ???? O presidente não detalhou como a ofensiva vai funcionar nem afirmou como irá punir países que colaboram com o Irã. Trump afirmou ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana". O presidente disse que a medida está sendo adotada por causa da falta de um acordo com o Irã. Os dois países começaram a negociar a interrupção do programa nuclear iraniano no início do ano. O fracasso nas conversas provocou uma guerra. Segundo Trump, a "guerra econômica" contra o Irã irá asfixiar o país. As afirmações voltam a trazer preocupações para o mercado internacional de petróleo, em meio aos sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota, por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra, segue a trazer impactos nos preços de energia pelo mundo e a afetar a inflação e o crescimento global. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, com a alta nos rendimentos dos títulos americanos afetando os mercados. O Dow Jones registrou queda de 1,31%, enquanto o S&P 500 teve perda 0,83% e o Nasdaq Composite recuou 1%. Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda nesta quinta-feira, em meio aos temores com a inflação local. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,12%, aos 650,35 pontos. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,42%, enquanto o CAC-40, da França, teve perdas de 0,57%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e fechou em alta de 0,04%. Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta quinta-feira, impulsionados por papéis do setor de saúde e tecnologia. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,1,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, subiu 0,2%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,8% e o Nikkei,, do Japão, teve ganhos de 1,36%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

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