Em terra natal de Musk, Amazon sai na frente na corrida da internet via satélite

Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual A Amazon anunciou nesta quarta-feira (15) que lançará seu novo serviço de internet via satélite, o Amazon Leo, na África do Sul em 2027. Com isso, a empresa fundada por Jeff Bezos deve sair na frente da Starlink, de Elon Musk, na disputa pelo mercado da economia mais desenvolvida do continente africano. Para viabilizar a operação, a Amazon firmou uma parceria com a provedora sul-africana de internet Herotel. Segundo a companhia, este é o primeiro acordo do Amazon Leo para oferta de internet via satélite no continente africano. Os valores da parceria não foram divulgados. O anúncio ocorre em meio às críticas de Elon Musk ao governo da África do Sul, seu país de origem. O bilionário afirma que a Starlink ainda não opera no país porque a legislação local teria impedido a empresa de obter uma licença por ele ser branco. Musk chegou a acusar o governo sul-africano de racismo. As críticas se referem às políticas de ação afirmativa adotadas pela África do Sul. Pela legislação, empresas estrangeiras do setor de telecomunicações precisam conceder uma participação minoritária de suas operações locais a investidores negros ou de outros grupos historicamente desfavorecidos para obter autorização de funcionamento. As regras foram criadas para ampliar o acesso da população não branca à economia após o fim do apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país durante décadas e concentrava o poder político e econômico na minoria branca. Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, e cofundador e co-CEO da Prometheus, participa da 10ª edição da feira de startups e inovação tecnológica VivaTech em Paris, na França, em junho de 2026. Abdul Saboor/Reuters Além de despontar, Amazon tem apoio do governo Diferentemente da Starlink, o acordo da Amazon recebeu apoio do governo sul-africano. O ministro das Comunicações, Solly Malatsi, participou do anúncio ao lado de representantes da Amazon e da Herotel. A Amazon começou a colocar em órbita seus primeiros satélites de baixa altitude no ano passado e afirma que já possui mais de 390 satélites em operação. A Starlink, por sua vez, iniciou suas operações em 2019 e conta atualmente com mais de 10 mil satélites em órbita. O serviço já está disponível em cerca de duas dezenas de países africanos, mas ainda não foi lançado na África do Sul porque a empresa de Musk se recusa a atender às exigências da legislação local. A empresa de Jeff Bezos afirmou que o acordo com a África do Sul marca o início de sua expansão pelo continente. Para isso, também firmou parceria com a Vanu Inc., companhia sediada em Lexington, no estado de Massachusetts (EUA), especializada em soluções de internet móvel para países em desenvolvimento. A África é considerada um mercado promissor para serviços de internet via satélite. O continente reúne mais de 1,5 bilhão de habitantes, muitos vivendo em áreas rurais ou regiões que ainda não contam com infraestrutura de internet fixa. O Amazon Leo, anteriormente conhecido como Projeto Kuiper, já anunciou acordos para operar na Tailândia, Cazaquistão, Austrália, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai. Apesar da expansão da Amazon, a Starlink segue muito à frente em escala global. Segundo a empresa, seu serviço já está disponível em mais de 160 países.

Jul 15, 2026 - 15:00
 0  4
Em terra natal de Musk, Amazon sai na frente na corrida da internet via satélite

Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual A Amazon anunciou nesta quarta-feira (15) que lançará seu novo serviço de internet via satélite, o Amazon Leo, na África do Sul em 2027. Com isso, a empresa fundada por Jeff Bezos deve sair na frente da Starlink, de Elon Musk, na disputa pelo mercado da economia mais desenvolvida do continente africano. Para viabilizar a operação, a Amazon firmou uma parceria com a provedora sul-africana de internet Herotel. Segundo a companhia, este é o primeiro acordo do Amazon Leo para oferta de internet via satélite no continente africano. Os valores da parceria não foram divulgados. O anúncio ocorre em meio às críticas de Elon Musk ao governo da África do Sul, seu país de origem. O bilionário afirma que a Starlink ainda não opera no país porque a legislação local teria impedido a empresa de obter uma licença por ele ser branco. Musk chegou a acusar o governo sul-africano de racismo. As críticas se referem às políticas de ação afirmativa adotadas pela África do Sul. Pela legislação, empresas estrangeiras do setor de telecomunicações precisam conceder uma participação minoritária de suas operações locais a investidores negros ou de outros grupos historicamente desfavorecidos para obter autorização de funcionamento. As regras foram criadas para ampliar o acesso da população não branca à economia após o fim do apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país durante décadas e concentrava o poder político e econômico na minoria branca. Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, e cofundador e co-CEO da Prometheus, participa da 10ª edição da feira de startups e inovação tecnológica VivaTech em Paris, na França, em junho de 2026. Abdul Saboor/Reuters Além de despontar, Amazon tem apoio do governo Diferentemente da Starlink, o acordo da Amazon recebeu apoio do governo sul-africano. O ministro das Comunicações, Solly Malatsi, participou do anúncio ao lado de representantes da Amazon e da Herotel. A Amazon começou a colocar em órbita seus primeiros satélites de baixa altitude no ano passado e afirma que já possui mais de 390 satélites em operação. A Starlink, por sua vez, iniciou suas operações em 2019 e conta atualmente com mais de 10 mil satélites em órbita. O serviço já está disponível em cerca de duas dezenas de países africanos, mas ainda não foi lançado na África do Sul porque a empresa de Musk se recusa a atender às exigências da legislação local. A empresa de Jeff Bezos afirmou que o acordo com a África do Sul marca o início de sua expansão pelo continente. Para isso, também firmou parceria com a Vanu Inc., companhia sediada em Lexington, no estado de Massachusetts (EUA), especializada em soluções de internet móvel para países em desenvolvimento. A África é considerada um mercado promissor para serviços de internet via satélite. O continente reúne mais de 1,5 bilhão de habitantes, muitos vivendo em áreas rurais ou regiões que ainda não contam com infraestrutura de internet fixa. O Amazon Leo, anteriormente conhecido como Projeto Kuiper, já anunciou acordos para operar na Tailândia, Cazaquistão, Austrália, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai. Apesar da expansão da Amazon, a Starlink segue muito à frente em escala global. Segundo a empresa, seu serviço já está disponível em mais de 160 países.

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow