'Freio' na IA? Debate leva gigantes da tecnologia ao radar dos investidores; ações operam mistas
Bolsa de valores. Jornal Nacional/ Reprodução As ações das sete gigantes de tecnologia conhecidas no mercado financeiro como as "Sete Magníficas" operavam sem direção única nesta segunda-feira (14). Os papéis ficaram no radar dos investidores após executivos do setor defenderem uma desaceleração no avanço da inteligência artificial (IA) para tornar seu desenvolvimento mais seguro. O movimento ganhou força após um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. No documento, o executivo afirma que o desenvolvimento da IA deve "avançar com muito cuidado" e apresenta três etapas para desacelerar esse avanço e ganhar tempo para lidar com os riscos da tecnologia. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, disse Amodei em um artigo compartilhado nas redes sociais. A defesa de mais cautela também recebeu apoio de executivos de outras grandes empresas do setor, como Sam Altman, da OpenAI — responsável pelo ChatGPT —, Elon Musk, da xAI, e Demis Hassabis, do Google DeepMind. Agora no g1 Veja as cotações das "Sete Magníficas" perto das 11h20: Apple: +0,24% Alphabet: +1,49% Amazon: -1,94% Meta Platforms: +0,94% Microsoft: +0,92% Nvidia: -3,68% Tesla: -2,10% Entenda o caso No último sábado (12), Amodei pediu que as empresas de IA reduzam o ritmo de avanço de seus modelos diante das crescentes preocupações com o uso indevido da tecnologia. O ensaio foi publicado depois que a Anthropic divulgou um relatório sobre ameaças que detalha como diferentes agentes teriam usado os modelos Claude em atividades que vão do desenvolvimento de armas e operações cibernéticas à vigilância e fraude. A preocupação com os possíveis riscos da IA aumentou nesta semana após o pesquisador da Anthropic Jacob Coxon pedir demissão. Segundo ele, “as pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que ela pode acabar com todos nós até o fim da década”. O discurso recebeu apoio de outros nomes do setor. Sam Altman, CEO da OpenAI, por exemplo, disse concordar com Amodei e afirmou que o tema está entre as principais discussões dentro da empresa. "Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", disse o executivo. A defesa de mais cautela ocorre após uma série de episódios que aumentaram as preocupações sobre o controle da tecnologia nos últimos meses, incluindo relatos de ataques realizados com IA. SAIBA MAIS: Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio? IA pelo mundo Além do debate entre executivos, declarações de autoridades sobre o desenvolvimento da IA também repercutem entre os investidores nesta segunda-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país já dispõe de amplos poderes para responsabilizar criminalmente e regular empresas de IA. Ele também voltou a dizer que há uma "conspiração doentia" contra a tecnologia. “O único controle ou ‘limite’ de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE (com QI alto!), e os EUA têm isso de sobra!”, escreveu Trump na Truth Social. Ele também afirmou que os questionamentos sobre o desenvolvimento da inteligência artificial beneficiariam a China, rival dos EUA no setor. Já a China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento da IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. A União Europeia, por sua vez, defendeu o avanço da inovação, mas cobrou das empresas garantias de segurança. SAIBA MAIS ABAIXO: Trump minimiza riscos e China vê ameaças: o que dizem os países sobre o desenvolvimento de IA

Bolsa de valores. Jornal Nacional/ Reprodução As ações das sete gigantes de tecnologia conhecidas no mercado financeiro como as "Sete Magníficas" operavam sem direção única nesta segunda-feira (14). Os papéis ficaram no radar dos investidores após executivos do setor defenderem uma desaceleração no avanço da inteligência artificial (IA) para tornar seu desenvolvimento mais seguro. O movimento ganhou força após um texto publicado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa responsável pelo Claude. No documento, o executivo afirma que o desenvolvimento da IA deve "avançar com muito cuidado" e apresenta três etapas para desacelerar esse avanço e ganhar tempo para lidar com os riscos da tecnologia. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, disse Amodei em um artigo compartilhado nas redes sociais. A defesa de mais cautela também recebeu apoio de executivos de outras grandes empresas do setor, como Sam Altman, da OpenAI — responsável pelo ChatGPT —, Elon Musk, da xAI, e Demis Hassabis, do Google DeepMind. Agora no g1 Veja as cotações das "Sete Magníficas" perto das 11h20: Apple: +0,24% Alphabet: +1,49% Amazon: -1,94% Meta Platforms: +0,94% Microsoft: +0,92% Nvidia: -3,68% Tesla: -2,10% Entenda o caso No último sábado (12), Amodei pediu que as empresas de IA reduzam o ritmo de avanço de seus modelos diante das crescentes preocupações com o uso indevido da tecnologia. O ensaio foi publicado depois que a Anthropic divulgou um relatório sobre ameaças que detalha como diferentes agentes teriam usado os modelos Claude em atividades que vão do desenvolvimento de armas e operações cibernéticas à vigilância e fraude. A preocupação com os possíveis riscos da IA aumentou nesta semana após o pesquisador da Anthropic Jacob Coxon pedir demissão. Segundo ele, “as pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que ela pode acabar com todos nós até o fim da década”. O discurso recebeu apoio de outros nomes do setor. Sam Altman, CEO da OpenAI, por exemplo, disse concordar com Amodei e afirmou que o tema está entre as principais discussões dentro da empresa. "Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", disse o executivo. A defesa de mais cautela ocorre após uma série de episódios que aumentaram as preocupações sobre o controle da tecnologia nos últimos meses, incluindo relatos de ataques realizados com IA. SAIBA MAIS: Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio? IA pelo mundo Além do debate entre executivos, declarações de autoridades sobre o desenvolvimento da IA também repercutem entre os investidores nesta segunda-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país já dispõe de amplos poderes para responsabilizar criminalmente e regular empresas de IA. Ele também voltou a dizer que há uma "conspiração doentia" contra a tecnologia. “O único controle ou ‘limite’ de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE (com QI alto!), e os EUA têm isso de sobra!”, escreveu Trump na Truth Social. Ele também afirmou que os questionamentos sobre o desenvolvimento da inteligência artificial beneficiariam a China, rival dos EUA no setor. Já a China, que disputa com os EUA a liderança no desenvolvimento da IA, afirmou que a tecnologia pode ameaçar a segurança nacional ao ser usada por potências estrangeiras para minar a ordem social do país. "Forças hostis" abusam de tecnologias generativas de IA para "fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais", escreveu o ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, em um artigo publicado online no domingo. A União Europeia, por sua vez, defendeu o avanço da inovação, mas cobrou das empresas garantias de segurança. SAIBA MAIS ABAIXO: Trump minimiza riscos e China vê ameaças: o que dizem os países sobre o desenvolvimento de IA
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