Holanda tira toneladas de ouro de Nova York e manda para Londres de olho em 'instabilidade geopolítica'
Agora no g1 O Banco Central da Holanda (DNB) informou na quarta-feira (2) que transferiu uma grande parte de reservas de ouro da América do Norte para Londres ao longo dos últimos seis meses. O objetivo é estar mais bem preparado para uma eventual crise. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A transferência envolveu aproximadamente 86 toneladas métricas, equivalentes a 27,5% do ouro que o DNB mantinha anteriormente em Nova York, nos Estados Unidos, e Ottawa, no Canadá, para os cofres do Banco da Inglaterra. Isso significa que a maior parte das reservas de ouro do país agora está armazenada nos cofres do Banco da Inglaterra, em Londres. A operação não alterou o volume total das reservas de ouro holandesas, que permanecem em 612,4 toneladas. "Tendo em vista a crescente instabilidade geopolítica, o DNB está reforçando seu plano de contingência para crises", afirmou o banco. "O ouro mantido no Banco da Inglaterra é considerado o ouro mais facilmente negociável do mundo e, portanto, será o mais prontamente disponível em uma situação de crise", acrescentou. Até então, pouco mais de 31% das reservas de ouro da Holanda estavam armazenadas em Nova York. Esse percentual caiu agora para 18,5%. No Canadá, a participação das reservas diminuiu apenas ligeiramente, de 19,7% para 18,5%. Já o Banco da Inglaterra passou de custodiar 18,1% para 32,1% do ouro holandês, superando os 30,8% que permanecem armazenados nos próprios Países Baixos. Diversificação de riscos Barras de ouro na Hatton Garden Metals em Londres, Grã-Bretanha, 10 de junho de 2026 Toby Shepheard/Reuters O DNB argumentou que, com essa transferência, realizada entre março e agosto, será possível mobilizar as reservas com maior rapidez, uma vez que o ouro armazenado no Banco da Inglaterra, em Londres, é considerado o mais negociável do mundo. Em contrapartida, o ouro mantido em Nova York e Ottawa é menos acessível para uso imediato. Ao mesmo tempo, acrescentou o banco, "uma distribuição mais equilibrada das reservas de ouro entre a América do Norte, o Reino Unido e os Países Baixos ajuda a diversificar os riscos". "Ainda que esperemos nunca precisar utilizar esse ouro, é essencial fortalecer nossa resiliência e nossa preparação", afirmou o presidente do DNB, Olaf Sleijpen. França armazenou barras em Paris Barras de ouro Reuters A iniciativa do DNB ocorre poucos meses após o Banco da França modernizar 129 toneladas de ouro mantidas em Nova York, cerca de 5% das reservas totais de ouro da França. A medida foi feita por meio da venda de barras antigas e da compra de barras que atendem aos padrões internacionais, entre julho de 2025 e janeiro de 2026. A França decidiu armazenar essas novas barras em Paris, em vez de mantê-las em Nova York. O presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, declarou em março que a decisão não teve motivação política. A transferência holandesa foi realizada por meio da venda de cerca de 59 toneladas de ouro em Nova York e da compra, em Londres, de ouro que atende aos padrões de mercado exigidos pelo Banco da Inglaterra. Além disso, 27 toneladas de ouro foram fisicamente transportadas da América do Norte para os Países Baixos, enquanto uma quantidade equivalente de ouro compatível com os padrões do Banco da Inglaterra foi transferida do cofre holandês de Zeist para Londres. Segundo o DNB, essa etapa final evitou a necessidade de fundir e refabricar barras de ouro.

Agora no g1 O Banco Central da Holanda (DNB) informou na quarta-feira (2) que transferiu uma grande parte de reservas de ouro da América do Norte para Londres ao longo dos últimos seis meses. O objetivo é estar mais bem preparado para uma eventual crise. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A transferência envolveu aproximadamente 86 toneladas métricas, equivalentes a 27,5% do ouro que o DNB mantinha anteriormente em Nova York, nos Estados Unidos, e Ottawa, no Canadá, para os cofres do Banco da Inglaterra. Isso significa que a maior parte das reservas de ouro do país agora está armazenada nos cofres do Banco da Inglaterra, em Londres. A operação não alterou o volume total das reservas de ouro holandesas, que permanecem em 612,4 toneladas. "Tendo em vista a crescente instabilidade geopolítica, o DNB está reforçando seu plano de contingência para crises", afirmou o banco. "O ouro mantido no Banco da Inglaterra é considerado o ouro mais facilmente negociável do mundo e, portanto, será o mais prontamente disponível em uma situação de crise", acrescentou. Até então, pouco mais de 31% das reservas de ouro da Holanda estavam armazenadas em Nova York. Esse percentual caiu agora para 18,5%. No Canadá, a participação das reservas diminuiu apenas ligeiramente, de 19,7% para 18,5%. Já o Banco da Inglaterra passou de custodiar 18,1% para 32,1% do ouro holandês, superando os 30,8% que permanecem armazenados nos próprios Países Baixos. Diversificação de riscos Barras de ouro na Hatton Garden Metals em Londres, Grã-Bretanha, 10 de junho de 2026 Toby Shepheard/Reuters O DNB argumentou que, com essa transferência, realizada entre março e agosto, será possível mobilizar as reservas com maior rapidez, uma vez que o ouro armazenado no Banco da Inglaterra, em Londres, é considerado o mais negociável do mundo. Em contrapartida, o ouro mantido em Nova York e Ottawa é menos acessível para uso imediato. Ao mesmo tempo, acrescentou o banco, "uma distribuição mais equilibrada das reservas de ouro entre a América do Norte, o Reino Unido e os Países Baixos ajuda a diversificar os riscos". "Ainda que esperemos nunca precisar utilizar esse ouro, é essencial fortalecer nossa resiliência e nossa preparação", afirmou o presidente do DNB, Olaf Sleijpen. França armazenou barras em Paris Barras de ouro Reuters A iniciativa do DNB ocorre poucos meses após o Banco da França modernizar 129 toneladas de ouro mantidas em Nova York, cerca de 5% das reservas totais de ouro da França. A medida foi feita por meio da venda de barras antigas e da compra de barras que atendem aos padrões internacionais, entre julho de 2025 e janeiro de 2026. A França decidiu armazenar essas novas barras em Paris, em vez de mantê-las em Nova York. O presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, declarou em março que a decisão não teve motivação política. A transferência holandesa foi realizada por meio da venda de cerca de 59 toneladas de ouro em Nova York e da compra, em Londres, de ouro que atende aos padrões de mercado exigidos pelo Banco da Inglaterra. Além disso, 27 toneladas de ouro foram fisicamente transportadas da América do Norte para os Países Baixos, enquanto uma quantidade equivalente de ouro compatível com os padrões do Banco da Inglaterra foi transferida do cofre holandês de Zeist para Londres. Segundo o DNB, essa etapa final evitou a necessidade de fundir e refabricar barras de ouro.
Qual é a sua reação?