Latam reduz oferta de voos em junho e julho após alta do combustível, diz CEO
Aeroporto da Zona da Mata terá retomada de operações da Latam com novos voos para Guarulhos (SP) Gabriel Magacho/Divulgação Aeroporto da Zona da Mata A Latam Brasil vai reduzir em cerca de 3% sua oferta de voos em julho em relação ao que havia planejado inicialmente para o período. Segundo o presidente-executivo da companhia, Jerome Cadier, a decisão foi motivada pelo aumento dos custos com combustível, impulsionada pela guerra no Irã. Em entrevista à agência Reuters durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, realizada no Rio de Janeiro, Cadier afirmou que a medida repete um ajuste já feito em junho e que a tendência é que ela continue durante o terceiro trimestre. Segundo o executivo, a companhia continua prevendo crescimento em relação a 2025. A expectativa inicial era ampliar a capacidade em 11%, mas o ritmo de expansão será menor do que o planejado originalmente. Na semana passada, a Azul também anunciou que está intensificando os cortes na oferta de voos devido à alta dos preços do combustível de aviação. Agora no g1 Segundo o presidente-executivo da companhia, John Rodgerson, a empresa continuará reduzindo voos para preservar o caixa em um cenário de incerteza. Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reajustando a capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, indo além dos cortes anteriores à medida que o conflito se prolonga. Disparada do querosene de aviação No fim de maio, o governo renovou os subsídios para o querosene de aviação, que é um insumo sensível para o setor, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas. No primeiro dia do mês de junho, a Petrobras anunciou que vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras. Isso corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado. Companhias aéreas europeias começaram a subir preços e cortar voos após a disparada do querosene de aviação, pressionado pela guerra no Oriente Médio. Empresas da Ásia seguem o mesmo caminho e já anunciam reajustes nas tarifas. A escandinava SAS cancelou centenas de voos em março e anunciou aumento temporário nas tarifas para compensar a alta do combustível. A maioria das suspensões atinge rotas domésticas na Noruega, com impacto menor na Suécia e Dinamarca. Outras gigantes europeias, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão de custos. Parte do impacto é amortecida por contratos de hedge — compra antecipada de combustível a preços fixos —, mas o efeito da alta já começa a aparecer nas tarifas. O movimento pode impactar diretamente os brasileiros, que usam com frequência companhias europeias em voos internacionais.

Aeroporto da Zona da Mata terá retomada de operações da Latam com novos voos para Guarulhos (SP) Gabriel Magacho/Divulgação Aeroporto da Zona da Mata A Latam Brasil vai reduzir em cerca de 3% sua oferta de voos em julho em relação ao que havia planejado inicialmente para o período. Segundo o presidente-executivo da companhia, Jerome Cadier, a decisão foi motivada pelo aumento dos custos com combustível, impulsionada pela guerra no Irã. Em entrevista à agência Reuters durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, realizada no Rio de Janeiro, Cadier afirmou que a medida repete um ajuste já feito em junho e que a tendência é que ela continue durante o terceiro trimestre. Segundo o executivo, a companhia continua prevendo crescimento em relação a 2025. A expectativa inicial era ampliar a capacidade em 11%, mas o ritmo de expansão será menor do que o planejado originalmente. Na semana passada, a Azul também anunciou que está intensificando os cortes na oferta de voos devido à alta dos preços do combustível de aviação. Agora no g1 Segundo o presidente-executivo da companhia, John Rodgerson, a empresa continuará reduzindo voos para preservar o caixa em um cenário de incerteza. Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reajustando a capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, indo além dos cortes anteriores à medida que o conflito se prolonga. Disparada do querosene de aviação No fim de maio, o governo renovou os subsídios para o querosene de aviação, que é um insumo sensível para o setor, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas. No primeiro dia do mês de junho, a Petrobras anunciou que vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras. Isso corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado. Companhias aéreas europeias começaram a subir preços e cortar voos após a disparada do querosene de aviação, pressionado pela guerra no Oriente Médio. Empresas da Ásia seguem o mesmo caminho e já anunciam reajustes nas tarifas. A escandinava SAS cancelou centenas de voos em março e anunciou aumento temporário nas tarifas para compensar a alta do combustível. A maioria das suspensões atinge rotas domésticas na Noruega, com impacto menor na Suécia e Dinamarca. Outras gigantes europeias, como Air France-KLM e Lufthansa, também enfrentam pressão de custos. Parte do impacto é amortecida por contratos de hedge — compra antecipada de combustível a preços fixos —, mas o efeito da alta já começa a aparecer nas tarifas. O movimento pode impactar diretamente os brasileiros, que usam com frequência companhias europeias em voos internacionais.
Qual é a sua reação?