Produção de veículos registra alta de 8% no 1º trimestre de 2025

Dados da Anfavea também indicam alta expressiva de 40,6% na exportação de carros durante o período, com a Argentina como maior responsável pelo crescimento. Produção e exportação de carros dispara em um trimestre, segundo a Anfavea. Divulgação/Volkswagen O primeiro trimestre de 2025 marcou um aumento de 8,3% na quantidade de veículos produzidos no Brasil, quando passamos de 538 mil para 582,9 mil veículos fabricados em solo nacional. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nesta terça-feira (8). A entidade também anunciou que a exportação de carros novos atingiu a marca de 115,6 mil unidades no primeiro trimestre deste ano. O número representa um aumento de 40,6% em relação ao mesmo período de 2024 — à época, foram 82,2 mil veículos vendidos para outros países. TOP 5 carros usados mais vendidos em fevereiro LEIA MAIS LISTA: vendas de motos registram o melhor trimestre dos últimos 60 anos; veja as mais vendidas Montadora de luxo suspende envio de carros para os EUA em resposta a 'tarifaço' de Trump LISTA: Fiat Strada vende mais que o dobro da VW Saveiro; veja as 10 picapes mais vendidas em 2025 Argentina impulsiona exportações brasileiras Segundo a Anfavea, a recuperação da Argentina é o principal fator que contribuiu para a alta expressiva nas exportações de carros fabricados no Brasil. O crescimento dos mercados da Colômbia e do Chile também foi listado como um ponto auxiliar. "A Argentina registrou crescimento de 120% e isso acaba impactando as exportações brasileiras, mesmo com uma queda de 19% em março. Junto dela, Colômbia e Chile crescendo também ajudaram nas exportações", diz Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea. O mercado da Argentina, de acordo com Márcio, tem espaço para receber cerca de 500 mil unidades e o Brasil é o principal país com participação nos emplacamentos do país vizinho. O grande crescimento registrado poderia ser maior. Isso porque a exportação de veículos caiu 19% entre março e fevereiro deste ano, quando foram vendidas 38,9 mil unidades no mês passado, contra 48 mil do mês anterior. Veja quais são os países que mais compraram carros fabricados no Brasil: Importações registram alta vindo de China e Argentina Os veículos importados registraram aumento de 25,1% no primeiro trimestre deste ano. Ao todo foram 112,8 mil unidades que chegaram ao Brasil, fabricadas sobretudo na China e Argentina - ante 90,2 mil unidades importadas nos três primeiros meses de 2024. Veja quais são os países que mais enviam carros para o Brasil: Argentina: 47%; China: 28%; México: 7%; Alemanha: 5%; Uruguai: 4%; Tailândia: 2%. Tarifaço de Trump preocupa o setor A Anfavea demonstrou preocupação com o volume reduzido de exportação México para os Estados Unidos, como consequência das tarifas impostas por Donald Trump. “Uma vez que a queda acontece, o México vai enviar as unidades para outros países com os quais ele tem algum acordo comercial, como é o caso do Brasil. Muitos investimentos que seriam realizados no Brasil ou Argentina, deixarão de ser feitos para utilizar a capacidade ociosa das fábricas mexicanas, por conta dessa tarifa extra", apontou o executivo. A entidade diz que o Brasil pode ser pouco afetado quando é levada em conta a produção local de carros, pois o país exporta máquinas, principalmente de construção para os Estados Unidos. Estes são os maiores exportadores de automóveis para os Estados Unidos, segundo a Anfavea: México: 3,2 milhões de unidades para os Estados Unidos; Coreia do Sul: 1,6 milhão de unidades para os Estados Unidos; Japão: 1,4 milhão de unidades para os Estados Unidos; Canadá: 900 mil unidades para os Estados Unidos; Alemanha: 400 mil unidades para os Estados Unidos. A entidade também aponta que o tarifaço de Donald Trump pode gerar redução na demanda global de veículos, aumento na capacidade ociosa em diversos países e redução nos investimentos de algumas marcas. Mesmo com cenário pouco positivo, Márcio de Lima Leite apontou que podem existir vantagens competitivas para o Brasil, ao explorar as novas rotas de produção que devem ser criadas com as tarifas dos Estados Unidos. *Texto em produção.

Abr 8, 2025 - 13:00
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Produção de veículos registra alta de 8% no 1º trimestre de 2025

Dados da Anfavea também indicam alta expressiva de 40,6% na exportação de carros durante o período, com a Argentina como maior responsável pelo crescimento. Produção e exportação de carros dispara em um trimestre, segundo a Anfavea. Divulgação/Volkswagen O primeiro trimestre de 2025 marcou um aumento de 8,3% na quantidade de veículos produzidos no Brasil, quando passamos de 538 mil para 582,9 mil veículos fabricados em solo nacional. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nesta terça-feira (8). A entidade também anunciou que a exportação de carros novos atingiu a marca de 115,6 mil unidades no primeiro trimestre deste ano. O número representa um aumento de 40,6% em relação ao mesmo período de 2024 — à época, foram 82,2 mil veículos vendidos para outros países. TOP 5 carros usados mais vendidos em fevereiro LEIA MAIS LISTA: vendas de motos registram o melhor trimestre dos últimos 60 anos; veja as mais vendidas Montadora de luxo suspende envio de carros para os EUA em resposta a 'tarifaço' de Trump LISTA: Fiat Strada vende mais que o dobro da VW Saveiro; veja as 10 picapes mais vendidas em 2025 Argentina impulsiona exportações brasileiras Segundo a Anfavea, a recuperação da Argentina é o principal fator que contribuiu para a alta expressiva nas exportações de carros fabricados no Brasil. O crescimento dos mercados da Colômbia e do Chile também foi listado como um ponto auxiliar. "A Argentina registrou crescimento de 120% e isso acaba impactando as exportações brasileiras, mesmo com uma queda de 19% em março. Junto dela, Colômbia e Chile crescendo também ajudaram nas exportações", diz Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea. O mercado da Argentina, de acordo com Márcio, tem espaço para receber cerca de 500 mil unidades e o Brasil é o principal país com participação nos emplacamentos do país vizinho. O grande crescimento registrado poderia ser maior. Isso porque a exportação de veículos caiu 19% entre março e fevereiro deste ano, quando foram vendidas 38,9 mil unidades no mês passado, contra 48 mil do mês anterior. Veja quais são os países que mais compraram carros fabricados no Brasil: Importações registram alta vindo de China e Argentina Os veículos importados registraram aumento de 25,1% no primeiro trimestre deste ano. Ao todo foram 112,8 mil unidades que chegaram ao Brasil, fabricadas sobretudo na China e Argentina - ante 90,2 mil unidades importadas nos três primeiros meses de 2024. Veja quais são os países que mais enviam carros para o Brasil: Argentina: 47%; China: 28%; México: 7%; Alemanha: 5%; Uruguai: 4%; Tailândia: 2%. Tarifaço de Trump preocupa o setor A Anfavea demonstrou preocupação com o volume reduzido de exportação México para os Estados Unidos, como consequência das tarifas impostas por Donald Trump. “Uma vez que a queda acontece, o México vai enviar as unidades para outros países com os quais ele tem algum acordo comercial, como é o caso do Brasil. Muitos investimentos que seriam realizados no Brasil ou Argentina, deixarão de ser feitos para utilizar a capacidade ociosa das fábricas mexicanas, por conta dessa tarifa extra", apontou o executivo. A entidade diz que o Brasil pode ser pouco afetado quando é levada em conta a produção local de carros, pois o país exporta máquinas, principalmente de construção para os Estados Unidos. Estes são os maiores exportadores de automóveis para os Estados Unidos, segundo a Anfavea: México: 3,2 milhões de unidades para os Estados Unidos; Coreia do Sul: 1,6 milhão de unidades para os Estados Unidos; Japão: 1,4 milhão de unidades para os Estados Unidos; Canadá: 900 mil unidades para os Estados Unidos; Alemanha: 400 mil unidades para os Estados Unidos. A entidade também aponta que o tarifaço de Donald Trump pode gerar redução na demanda global de veículos, aumento na capacidade ociosa em diversos países e redução nos investimentos de algumas marcas. Mesmo com cenário pouco positivo, Márcio de Lima Leite apontou que podem existir vantagens competitivas para o Brasil, ao explorar as novas rotas de produção que devem ser criadas com as tarifas dos Estados Unidos. *Texto em produção.

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