Com mais de R$ 51 bilhões em dívidas, Braskem avalia pedir recuperação extrajudicial ainda em agosto, diz agência
Planta da Braskem em Maceió, onde a petroquímica fazia exploração de sal-gema. Divulgação/Braskem A petroquímica Braskem está em negociações avançadas para um possível pedido de recuperação extrajudicial, que pode ser protocolado ainda neste mês para reestruturar mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) em dívidas de suas operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. As informações foram divulgadas pela Reuters nesta quarta-feira (12). A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite renegociar dívidas com credores fora de uma recuperação judicial tradicional, com posterior homologação da Justiça. ????️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia corre contra o tempo até 24 de agosto. Nessa data, diz a Reuters, expira uma proteção obtida por meio de uma medida cautelar concedida em junho. Essa medida protege temporariamente a Braskem contra cobranças e execuções de credores enquanto negocia uma solução para suas dívidas. ???? Uma gestora de private equity é tipo de empresa que compra participações em companhias para reestruturá-las, expandi-las e obter lucro com sua valorização futura. Agora no g1 Procurada pela Reuters, a Braskem não quis comentar o assunto. A petroquímica foi recentemente adquirida pela IG4 Capital da Novonor (ex-Odebrecht) e enfrenta uma longa fase de dificuldades no setor petroquímico e deve precisar de três a cinco anos para superar os desafios herdados da gestão anterior, segundo a agência de notícias. A Petrobras também detém uma parte da empresa. LEIA TAMBÉM: Saque do FGTS: trabalhador que não consegue sacar terá novo caminho na Justiça; veja o que muda Além dos preços baixos no setor petroquímico, o caixa da Braskem foi pressionado pelos custos relacionados ao desastre ambiental provocado pela exploração de minas de sal em Alagoas, desastre ambiental que provocou o afundamento do solo em bairros de Maceió e levou à remoção de milhares de moradores. Embora a Braskem venha negociando alternativas com credores — incluindo bancos e investidores que compraram títulos de dívida da companhia — para evitar um longo processo de reestruturação, nenhum acordo foi alcançado até o momento. Os credores rejeitaram uma proposta da Braskem que previa cinco anos de carência para o pagamento do principal da dívida (o valor originalmente emprestado, sem considerar juros) e dois anos e meio de carência para o pagamento dos juros, segundo a Reuters. Se as atuais negociações avançarem, diz a agência, o pedido de recuperação extrajudicial da Braskem deverá prever um período de suspensão de cobranças de 90 dias, conhecido no mercado como "stay period", para negociar um plano mais amplo de reestruturação. Durante esse período, credores ficam temporariamente impedidos de cobrar dívidas ou executar garantias contra a empresa. Esse período daria tempo para que a empresa e seus credores chegassem a um acordo, ao mesmo tempo em que protegeria a companhia de eventuais medidas de cobrança. Paralelamente, a Braskem avalia alternativas para reestruturar a dívida de cerca de US$ 2 bilhões de sua subsidiária mexicana. Uma das possibilidades é um pedido de Chapter 11, mecanismo de recuperação judicial dos Estados Unidos, em um cronograma que pode ser parcialmente alinhado ao processo brasileiro, disse uma das fontes. O Chapter 11 permite que empresas continuem operando enquanto renegociam suas dívidas sob supervisão judicial. *Com informações da agência de notícias Reuters.

Planta da Braskem em Maceió, onde a petroquímica fazia exploração de sal-gema. Divulgação/Braskem A petroquímica Braskem está em negociações avançadas para um possível pedido de recuperação extrajudicial, que pode ser protocolado ainda neste mês para reestruturar mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) em dívidas de suas operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. As informações foram divulgadas pela Reuters nesta quarta-feira (12). A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite renegociar dívidas com credores fora de uma recuperação judicial tradicional, com posterior homologação da Justiça. ????️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A companhia corre contra o tempo até 24 de agosto. Nessa data, diz a Reuters, expira uma proteção obtida por meio de uma medida cautelar concedida em junho. Essa medida protege temporariamente a Braskem contra cobranças e execuções de credores enquanto negocia uma solução para suas dívidas. ???? Uma gestora de private equity é tipo de empresa que compra participações em companhias para reestruturá-las, expandi-las e obter lucro com sua valorização futura. Agora no g1 Procurada pela Reuters, a Braskem não quis comentar o assunto. A petroquímica foi recentemente adquirida pela IG4 Capital da Novonor (ex-Odebrecht) e enfrenta uma longa fase de dificuldades no setor petroquímico e deve precisar de três a cinco anos para superar os desafios herdados da gestão anterior, segundo a agência de notícias. A Petrobras também detém uma parte da empresa. LEIA TAMBÉM: Saque do FGTS: trabalhador que não consegue sacar terá novo caminho na Justiça; veja o que muda Além dos preços baixos no setor petroquímico, o caixa da Braskem foi pressionado pelos custos relacionados ao desastre ambiental provocado pela exploração de minas de sal em Alagoas, desastre ambiental que provocou o afundamento do solo em bairros de Maceió e levou à remoção de milhares de moradores. Embora a Braskem venha negociando alternativas com credores — incluindo bancos e investidores que compraram títulos de dívida da companhia — para evitar um longo processo de reestruturação, nenhum acordo foi alcançado até o momento. Os credores rejeitaram uma proposta da Braskem que previa cinco anos de carência para o pagamento do principal da dívida (o valor originalmente emprestado, sem considerar juros) e dois anos e meio de carência para o pagamento dos juros, segundo a Reuters. Se as atuais negociações avançarem, diz a agência, o pedido de recuperação extrajudicial da Braskem deverá prever um período de suspensão de cobranças de 90 dias, conhecido no mercado como "stay period", para negociar um plano mais amplo de reestruturação. Durante esse período, credores ficam temporariamente impedidos de cobrar dívidas ou executar garantias contra a empresa. Esse período daria tempo para que a empresa e seus credores chegassem a um acordo, ao mesmo tempo em que protegeria a companhia de eventuais medidas de cobrança. Paralelamente, a Braskem avalia alternativas para reestruturar a dívida de cerca de US$ 2 bilhões de sua subsidiária mexicana. Uma das possibilidades é um pedido de Chapter 11, mecanismo de recuperação judicial dos Estados Unidos, em um cronograma que pode ser parcialmente alinhado ao processo brasileiro, disse uma das fontes. O Chapter 11 permite que empresas continuem operando enquanto renegociam suas dívidas sob supervisão judicial. *Com informações da agência de notícias Reuters.
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