Dólar recua a R$ 5,10, de olho em negociações entre EUA e Irã e cenário eleitoral; Ibovespa sobe
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (22), com um recuo de 0,11%, cotado a R$ 5,1028. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou as negociações com uma alta de 0,46%, aos 187.457 pontos. O destaque da sessão ficou com a ata da última reunião de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Investidores também acompanharam a queda nos preços do petróleo, em meio às negociações entre os Estados Unidos e o Irã, e o quadro eleitoral. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A ata da última reunião do Copom esteve no centro das atenções nesta terça-feira. No documento, o Banco Central (BC) reconheceu a desaceleração da atividade econômica, do crédito e da inflação, mas ponderou os riscos fiscais e a incerteza quanto ao cenário internacional. No último boletim Focus, divulgado ontem, a projeção dos economistas é que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano. ▶️ O discurso de Lula na ONU também ficou no radar. As falas acontecem em meio a um momento delicado entre Brasil e EUA, que continuam sem avanço nas negociações das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. ▶️No cenário eleitoral, uma nova pesquisa Quaest divulgada na véspera mostrou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no limite da margem de erro no 1º turno. Lula está à frente, com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL) chega a 33%. Com a margem de erro de dois pontos, Lula pode ter de 35% a 39%, enquanto Flávio pode ter entre 31% e 35%. ▶️ No exterior, investidores monitoraram os preços do petróleo em meio aos sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Autoridades dos dois países se encontraram na tarde desta terça-feira para as tratativas, em uma reunião que durou cerca de três horas, segundo Trump. Segundo o republicano, o encontro foi "muito bom" e outro diálogo deve acontecer "em um futuro muito próximo". O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 1,03%, cotado a US$ 99,31. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 81,24%, a US$ 94,59 o barril. ▶️Os mercados também seguiram em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,80%; Acumulado do mês: -1,48%; Acumulado do ano: -7,03%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,21%; Acumulado do mês: +5,66%; Acumulado do ano: +16,35%. Lula na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. "Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?", afirmou Lula. Segundo o presidente, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. "Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu. A fala de Lula ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As relações entre os dois países estão atravessadas pelo cenário eleitoral, em meio à reta final da eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro. Lula disputa a Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, em maio, foi recebido por Trump na Casa Branca durante uma viagem aos Estados Unidos. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. Nesta terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo". Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente. "Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump. Trump também fez alusão à política norte-americana de "

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (22), com um recuo de 0,11%, cotado a R$ 5,1028. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou as negociações com uma alta de 0,46%, aos 187.457 pontos. O destaque da sessão ficou com a ata da última reunião de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Investidores também acompanharam a queda nos preços do petróleo, em meio às negociações entre os Estados Unidos e o Irã, e o quadro eleitoral. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️A ata da última reunião do Copom esteve no centro das atenções nesta terça-feira. No documento, o Banco Central (BC) reconheceu a desaceleração da atividade econômica, do crédito e da inflação, mas ponderou os riscos fiscais e a incerteza quanto ao cenário internacional. No último boletim Focus, divulgado ontem, a projeção dos economistas é que a Selic termine 2026 em 13,5% ao ano. ▶️ O discurso de Lula na ONU também ficou no radar. As falas acontecem em meio a um momento delicado entre Brasil e EUA, que continuam sem avanço nas negociações das tarifas americanas sobre produtos brasileiros. ▶️No cenário eleitoral, uma nova pesquisa Quaest divulgada na véspera mostrou que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no limite da margem de erro no 1º turno. Lula está à frente, com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL) chega a 33%. Com a margem de erro de dois pontos, Lula pode ter de 35% a 39%, enquanto Flávio pode ter entre 31% e 35%. ▶️ No exterior, investidores monitoraram os preços do petróleo em meio aos sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã. Autoridades dos dois países se encontraram na tarde desta terça-feira para as tratativas, em uma reunião que durou cerca de três horas, segundo Trump. Segundo o republicano, o encontro foi "muito bom" e outro diálogo deve acontecer "em um futuro muito próximo". O barril do Brent, referência internacional, teve queda de 1,03%, cotado a US$ 99,31. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 81,24%, a US$ 94,59 o barril. ▶️Os mercados também seguiram em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,80%; Acumulado do mês: -1,48%; Acumulado do ano: -7,03%. ????Ibovespa Acumulado da semana: +1,21%; Acumulado do mês: +5,66%; Acumulado do ano: +16,35%. Lula na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. "Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?", afirmou Lula. Segundo o presidente, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. "Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu. A fala de Lula ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As relações entre os dois países estão atravessadas pelo cenário eleitoral, em meio à reta final da eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro. Lula disputa a Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, em maio, foi recebido por Trump na Casa Branca durante uma viagem aos Estados Unidos. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. Nesta terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo". Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente. "Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump. Trump também fez alusão à política norte-americana de "guerra ao terror" ao citar os atentados de 11 de Setembro, em Nova York, e de 7 de Outubro, em Israel. ???? Contexto: O discurso de Trump ocorre em meio a uma grave crise enfrentada pela ONU, em parte incentivada pelo próprio líder norte-americano. Desde que ele retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump não apenas criticou a instituição multilateral em diversas ocasiões como também criou um órgão internacional para rivalizar com a ONU, o "Conselho da Paz". Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial. Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor. Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada. Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam sem direção única, com investidores atentos ao discurso de Trump na ONU e às expectativas de negociações no Oriente Médio. O Dow Jones caiu 0,36%, enquanto o S&P 500 recuou 0,01% e o Nasdaq Composite avançou 0,45%. Na Europa, a maioria das bolsas locais fechou em alta, com investidores acompanhando os desdobramentos das tensões entre os EUA e o Irã. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,1%. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, avançou 0,02%, enquanto o CAC-40, da França, teve ganhos de 0,20%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e caiu 0,29%, Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta modesta, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. O SSEC, índice de Xangai e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,2% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,15%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters
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