Dólar sobe e fecha a R$ 5,14 com cautela global e cenário político no Brasil; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,43% nesta segunda-feira (14), cotado a R$ 5,1472. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1823. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,91%, aos 185.501 pontos. O dia foi marcado pela cautela dos investidores em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio, às dúvidas sobre o futuro da inteligência artificial (IA) e à expectativa por novas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a proximidade das eleições presidenciais também estiveram entre os principais focos de atenção do mercado. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As novas decisões de juros do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), serão anunciadas na quarta-feira (16). No Brasil, a previsão é que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais um corte da Selic. Já para os EUA, o mercado aposta em uma nova alta de juros no país. ▶️ No Brasil, o foco fica com a crise no STF, com a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que haja uma sessão nesta semana para determinar se Moraes será investigado no caso, após um relatório da Polícia Federal ter revelado mensagens trocadas entre os dois. (entenda mais abaixo) ▶️ Além disso, a proximidade das eleições presidenciais no Brasil também ficam no radar. Na última sexta-feira, uma pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, indicou que o presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% em eventual disputa de 2º turno. Eles estão empatados tecnicamente. ▶️ No exterior, novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar o petróleo. O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi fechado temporariamente após um ataque com drones, segundo autoridades sauditas. A estrutura ajuda o país a contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. Sua paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo. Os ataques voltaram a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo e eventuais impactos na inflação de energia. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,49%, cotado a US$ 106,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,75%, a US$ 101,80 o barril. ▶️ Os investidores também acompanharam as discussões sobre o futuro da IA, após executivos defenderem uma desaceleração no avanço da tecnologia para tornar os desenvolvimentos mais seguros. As ações das principais empresas de tecnologia fecharam sem direção única. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,43%; Acumulado do mês: -0,63%; Acumulado do ano: -6,22%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,91%; Acumulado do mês: +4,56%; Acumulado do ano: +15,13%. De olho nos juros As decisões de juros do BC e do Fed — ambas previstas para quarta-feira desta semana — são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro também reduziu sua estimativa de inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, reforçando a perspectiva de que o BC reduza os juros. Já nos EUA, a maioria do mercado estima que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) interrompa a manutenção e decida por uma nova alta de juros nesta semana, em meio às novas altas da inflação americana. No final do mês passado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, já havia sugerido que o BC poderia ter que aumentar os juros nos próximos meses para conter o avanço dos preços. Isso porque, segundo ele, mesmo com a melhora dos indicadores, ainda há a necessidade de cautela. "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed em agosto. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Crise no STF deixa investidores cautelosos Ainda no cenário doméstico, a crise no STF também tem aumentado a aversão ao risco por aqui. Na semana passada, o ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo, convocou uma sessão extraordinári

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,43% nesta segunda-feira (14), cotado a R$ 5,1472. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,1823. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,91%, aos 185.501 pontos. O dia foi marcado pela cautela dos investidores em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio, às dúvidas sobre o futuro da inteligência artificial (IA) e à expectativa por novas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a proximidade das eleições presidenciais também estiveram entre os principais focos de atenção do mercado. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As novas decisões de juros do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), serão anunciadas na quarta-feira (16). No Brasil, a previsão é que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais um corte da Selic. Já para os EUA, o mercado aposta em uma nova alta de juros no país. ▶️ No Brasil, o foco fica com a crise no STF, com a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que haja uma sessão nesta semana para determinar se Moraes será investigado no caso, após um relatório da Polícia Federal ter revelado mensagens trocadas entre os dois. (entenda mais abaixo) ▶️ Além disso, a proximidade das eleições presidenciais no Brasil também ficam no radar. Na última sexta-feira, uma pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, indicou que o presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% em eventual disputa de 2º turno. Eles estão empatados tecnicamente. ▶️ No exterior, novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz voltaram a pressionar o petróleo. O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita foi fechado temporariamente após um ataque com drones, segundo autoridades sauditas. A estrutura ajuda o país a contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações. Sua paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo. Os ataques voltaram a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo e eventuais impactos na inflação de energia. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,49%, cotado a US$ 106,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,75%, a US$ 101,80 o barril. ▶️ Os investidores também acompanharam as discussões sobre o futuro da IA, após executivos defenderem uma desaceleração no avanço da tecnologia para tornar os desenvolvimentos mais seguros. As ações das principais empresas de tecnologia fecharam sem direção única. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: +0,43%; Acumulado do mês: -0,63%; Acumulado do ano: -6,22%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,91%; Acumulado do mês: +4,56%; Acumulado do ano: +15,13%. De olho nos juros As decisões de juros do BC e do Fed — ambas previstas para quarta-feira desta semana — são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. No Boletim Focus desta semana, o mercado financeiro também reduziu sua estimativa de inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, reforçando a perspectiva de que o BC reduza os juros. Já nos EUA, a maioria do mercado estima que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) interrompa a manutenção e decida por uma nova alta de juros nesta semana, em meio às novas altas da inflação americana. No final do mês passado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, já havia sugerido que o BC poderia ter que aumentar os juros nos próximos meses para conter o avanço dos preços. Isso porque, segundo ele, mesmo com a melhora dos indicadores, ainda há a necessidade de cautela. "Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse Warsh, durante conferência anual do Fed em agosto. "Caso contrário, temos trabalho a fazer". ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Crise no STF deixa investidores cautelosos Ainda no cenário doméstico, a crise no STF também tem aumentado a aversão ao risco por aqui. Na semana passada, o ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo, convocou uma sessão extraordinária para esta semana, voltada a analisar o relatório que revelou mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Segundo o documento, foram 52 mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro, entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na época, o Banco Master já era alvo de investigações. Nas mensagens, Vorcaro pede orientação jurídica, marca encontros com Moraes e ajuda para se proteger de investigações. Na semana passada, ao tornar público o relatório, André Mendonça pediu que o STF se reunisse em uma sessão aberta para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal. O relatório da PF mostra que, no dia 15 de novembro, a dois dias da prisão, Daniel Vorcaro consultou Moraes sobre deixar o país. Uma sessão para discutir um relatório como esse — com menção a ministro do Supremo — é inédita na Corte. A sessão aberta está prevista para terça-feira (15) e será presidida por Fachin. Nos bastidores, a sessão de amanhã tem sido tratada com apreensão. Segundo o blog da Andréia Sadi, os próprios ministros ainda não sabem exatamente o que será submetido ao plenário, e há uma articulação para que não haja uma decisão sobre o mérito das mensagens além de um cenário com pedido de vista no radar. O cenário ainda se soma à proximidade das eleições, em outubro — o que também aumenta a cautela diante da disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta segunda-feira, conforme investidores reavaliavam os papéis do setor de tecnologia e aguardavam novos sinais sobre os juros americanos. O Dow Jones caiu 0,29%, enquanto o S&P 500 recuou 0,47% e o Nasdaq Composite teve perda de 0,56%. Na Europa, a maioria dos mercados acionários fechou em queda nesta segunda-feira, com papéis de tecnologia sob pressão depois que líderes das principais empresas de IA defenderam um ritmo mais lento de desenvolvimento. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,49%, aos 635,99 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,50%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,76%. O FTSE 100, do Reino Unido, foi na contramão e teve alta de 0,44%. Na Ásia, as bolsas chinesas caíram, em meio à desvalorização das ações dos setores de inteligência artificial (IA) e chips. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,1%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, teve perdas de 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,45%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, recuou 0,81% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3,26%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik
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