Dólar sobe e Ibovespa cai, com tensões comerciais e petróleo no radar
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta terça-feira (7), com um avanço de 0,30% perto das 11h40, cotado a R$ 5,1476. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inverteu o sinal positivo visto na primeira hora do pregão e tinha queda de 0,36% no mesmo horário, aos 171.827 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Sem grandes destaques na agenda econômica, investidores seguem atentos às negociações entre Estados Unidos e Irã. Na véspera, dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã. Os ataques voltam a levantar dúvidas sobre a duração e efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã, e podem aumentar as preocupações sobre uma nova interrupção do tráfego no Estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo vendido no mundo. ▶️A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também fica na mira dos mercados. O encontro, que tem início nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, acontece em um momento em que os membros da aliança discutem entre si e no qual a Ucrânia cobra ajuda para conter o poder de fogo da Rússia. ▶️ Além disso, os desdobramentos do tarifaço também seguem no radar. No início deste mês, grandes empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay se manifestaram contra as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil, alertando para impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos Estados Unidos se as barreiras forem adotadas. ▶️Investidores também seguem na expectativa pela ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado amanhã (8), deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh. ▶️ Já no Brasil, as atenções ficam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,70%; Acumulado do mês: -0,60%; Acumulado do ano: -6,50%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,93%; Acumulado do mês: +0,25%; Acumulado do ano: +7,03%. Novos ataques no Estreito de Ormuz O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6). “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado. O incidente levanta preocupações sobre novas retaliações dos Estados Unidos e uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio de petróleo do mundo. Já nesta terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou o presidente americano, Donald Trump, e afirmou que não haverá mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra. Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra. Perto das 11h40, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 2,40%, cotado a US$ 73,72. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 2,36%, a US$ 70,17 o barril. Apesar dos ganhos do dia, os preços do petróleo seguem abaixo dos períodos mais críticos da guerra. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em queda nesta terça-feira (7), pressionados pelas perdas no setor de semicondutores em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade da inteligência artificial (IA). Perto das 11h40, o Dow Jones caía 0,23%, enquanto o S&P 500 tinha perdas de 0,64% e o Nasdaq Composite recuava 1,54%. As preocupações com IA também contaminavam as bolsas europeias, que operavam mistas. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caía 1,21% perto das 11h40, enquanto o CAC-40, da França, tinha perdas de 0,19%. O FTSE 100, do Reino Unido, ia na contramão, com uma alta de 0,41% no mesmo horário. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda, puxadas por empresas do setor imobiliário e conforme investidores aguardam pela ata da última reunião do Fed. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 1,03%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 1,26%. No Japão, o índice Nikkei recuou 2,12%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 4,91% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,51%. *Com informações

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta terça-feira (7), com um avanço de 0,30% perto das 11h40, cotado a R$ 5,1476. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inverteu o sinal positivo visto na primeira hora do pregão e tinha queda de 0,36% no mesmo horário, aos 171.827 pontos. ????️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Sem grandes destaques na agenda econômica, investidores seguem atentos às negociações entre Estados Unidos e Irã. Na véspera, dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã. Os ataques voltam a levantar dúvidas sobre a duração e efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã, e podem aumentar as preocupações sobre uma nova interrupção do tráfego no Estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo vendido no mundo. ▶️A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também fica na mira dos mercados. O encontro, que tem início nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, acontece em um momento em que os membros da aliança discutem entre si e no qual a Ucrânia cobra ajuda para conter o poder de fogo da Rússia. ▶️ Além disso, os desdobramentos do tarifaço também seguem no radar. No início deste mês, grandes empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay se manifestaram contra as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil, alertando para impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos Estados Unidos se as barreiras forem adotadas. ▶️Investidores também seguem na expectativa pela ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado amanhã (8), deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh. ▶️ Já no Brasil, as atenções ficam com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é que o indicador mostre uma desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ????Dólar a Acumulado da semana: -0,70%; Acumulado do mês: -0,60%; Acumulado do ano: -6,50%. ????Ibovespa Acumulado da semana: -0,93%; Acumulado do mês: +0,25%; Acumulado do ano: +7,03%. Novos ataques no Estreito de Ormuz O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6). “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado. O incidente levanta preocupações sobre novas retaliações dos Estados Unidos e uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio de petróleo do mundo. Já nesta terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou o presidente americano, Donald Trump, e afirmou que não haverá mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra. Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra. Perto das 11h40, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 2,40%, cotado a US$ 73,72. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 2,36%, a US$ 70,17 o barril. Apesar dos ganhos do dia, os preços do petróleo seguem abaixo dos períodos mais críticos da guerra. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices americanos operavam em queda nesta terça-feira (7), pressionados pelas perdas no setor de semicondutores em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade da inteligência artificial (IA). Perto das 11h40, o Dow Jones caía 0,23%, enquanto o S&P 500 tinha perdas de 0,64% e o Nasdaq Composite recuava 1,54%. As preocupações com IA também contaminavam as bolsas europeias, que operavam mistas. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caía 1,21% perto das 11h40, enquanto o CAC-40, da França, tinha perdas de 0,19%. O FTSE 100, do Reino Unido, ia na contramão, com uma alta de 0,41% no mesmo horário. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda, puxadas por empresas do setor imobiliário e conforme investidores aguardam pela ata da última reunião do Fed. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 1,03%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 1,26%. No Japão, o índice Nikkei recuou 2,12%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 4,91% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,51%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
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