Grupo de hackers diz ter roubado dados de quase 50 empresas, incluindo Philips e Shell

Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais Kevin Horvart/Unplash Um grupo de hackers conhecido por explorar falhas de segurança em softwares para atacar várias empresas ao mesmo tempo afirmou ter roubado grandes volumes de dados de quase 50 companhias em todo o mundo, incluindo Philips, Shell, Fiserv e General Eletric. A alegação foi publicada no site do próprio grupo. A Philips confirmou que foi alvo do grupo Cl0p e informou que identificou e conteve uma tentativa de invasão a um servidor corporativo ligado a dados internos. Segundo a empresa, o incidente não afetou os ambientes de clientes. A Shell disse que está ciente de um "possível incidente" recente e que trabalha com suas equipes de segurança e especialistas externos para investigar o caso. ????️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ataque hacker tira sites de prefeituras do ar Invasão atinge Já a Fiserv afirmou que conhece as alegações dos hackers, mas que, após uma análise completa realizada até o momento, não encontrou evidências de comprometimento de dados de clientes, informações bancárias, transações ou dados pessoais, nem de impacto em seus sistemas. A General Eletric não respondeu aos pedidos de comentário. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente se os hackers realmente roubaram os dados, nem qual seria o volume ou o tipo de informação obtida. O grupo Cl0p também não respondeu aos pedidos de entrevista. Ainda não está claro como os invasores acessaram as empresas Apesar da icnerteza de como as empresas foram hackeadas, a Ransom-ISAC, organização que compartilha informações sobre ameaças cibernéticas, alertou em 22 de julho que o Cl0p estava explorando falhas de segurança nos programas PTC Windchill e FlexPLM, softwares usados por empresas para gerenciar projetos de engenharia e processos de fabricação. A PTC, empresa responsável pelos programas, não comentou o caso. Desde 18 de junho, ela publicou diversos alertas de segurança orientando seus clientes a instalar uma atualização que corrige a vulnerabilidade e informando sobre ataques contra seus produtos. Hacker DC Studio/Freepik Segundo Brandon Parsons, gerente de inteligência de ameaças da Ascent Solutions e autor do alerta da Ransom-ISAC, algumas empresas começaram a receber notificações do Cl0p entre 19 e 20 de julho. Ele afirma que o grupo não costuma escolher vítimas específicas, mas sim explorar uma mesma falha em softwares amplamente utilizados. “Eles não atacam uma empresa específica. Eles encontram uma vulnerabilidade de dia zero e exploram essa falha”, disse Parsons. Uma vulnerabilidade de dia zero é uma falha de segurança desconhecida pelo fabricante do software e que ainda não possui correção disponível, tornando milhares de usuários potenciais alvos de ataques simultâneos.

Ago 13, 2026 - 20:00
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Grupo de hackers diz ter roubado dados de quase 50 empresas, incluindo Philips e Shell

Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais Kevin Horvart/Unplash Um grupo de hackers conhecido por explorar falhas de segurança em softwares para atacar várias empresas ao mesmo tempo afirmou ter roubado grandes volumes de dados de quase 50 companhias em todo o mundo, incluindo Philips, Shell, Fiserv e General Eletric. A alegação foi publicada no site do próprio grupo. A Philips confirmou que foi alvo do grupo Cl0p e informou que identificou e conteve uma tentativa de invasão a um servidor corporativo ligado a dados internos. Segundo a empresa, o incidente não afetou os ambientes de clientes. A Shell disse que está ciente de um "possível incidente" recente e que trabalha com suas equipes de segurança e especialistas externos para investigar o caso. ????️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ataque hacker tira sites de prefeituras do ar Invasão atinge Já a Fiserv afirmou que conhece as alegações dos hackers, mas que, após uma análise completa realizada até o momento, não encontrou evidências de comprometimento de dados de clientes, informações bancárias, transações ou dados pessoais, nem de impacto em seus sistemas. A General Eletric não respondeu aos pedidos de comentário. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente se os hackers realmente roubaram os dados, nem qual seria o volume ou o tipo de informação obtida. O grupo Cl0p também não respondeu aos pedidos de entrevista. Ainda não está claro como os invasores acessaram as empresas Apesar da icnerteza de como as empresas foram hackeadas, a Ransom-ISAC, organização que compartilha informações sobre ameaças cibernéticas, alertou em 22 de julho que o Cl0p estava explorando falhas de segurança nos programas PTC Windchill e FlexPLM, softwares usados por empresas para gerenciar projetos de engenharia e processos de fabricação. A PTC, empresa responsável pelos programas, não comentou o caso. Desde 18 de junho, ela publicou diversos alertas de segurança orientando seus clientes a instalar uma atualização que corrige a vulnerabilidade e informando sobre ataques contra seus produtos. Hacker DC Studio/Freepik Segundo Brandon Parsons, gerente de inteligência de ameaças da Ascent Solutions e autor do alerta da Ransom-ISAC, algumas empresas começaram a receber notificações do Cl0p entre 19 e 20 de julho. Ele afirma que o grupo não costuma escolher vítimas específicas, mas sim explorar uma mesma falha em softwares amplamente utilizados. “Eles não atacam uma empresa específica. Eles encontram uma vulnerabilidade de dia zero e exploram essa falha”, disse Parsons. Uma vulnerabilidade de dia zero é uma falha de segurança desconhecida pelo fabricante do software e que ainda não possui correção disponível, tornando milhares de usuários potenciais alvos de ataques simultâneos.

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